A antiga receita do bolo para o Sucesso

Às vezes “a receita de bolo para o sucesso” dá certo mesmo. Pode até soar como clichezão, mas foi o que aconteceu comigo.

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receita para o sucesso

A antiga receita de bolo para o Sucesso

Este mês de fevereiro ficou marcado pelo mês que eu finalmente consegui estagiar na área que eu tanto queria: direito penal. Meu sonho, desde o segundo ano do ensino médio, é ser Delegada Estadual. Para isso é necessário ser bacharel em Direto e por isso decidi cursar a Faculdade de Direito.

Desde o momento que entrei na faculdade eu quis ter a oportunidade de estagiar na área penal, porem até esse mês não tinha conseguido. Agora que consegui quero compartilhar um pouco da sensação e dos fatores que foram responsáveis por essa oportunidade.

Quando ouvimos aquelas pessoas que se dizem felizes com a sua vida como um todo, sempre ouvimos que elas trabalham com o que gostam, que alcançaram o seu sonho profissional, portanto, ser feliz dentro do trabalho parece ser indispensável para se considerar uma pessoa feliz.

Agora que eu estou estagiando na área que eu sempre sonhei posso comprovar essa afirmação na pele. Estou trabalhando mais do que nunca, horas e horas por dia. E depois do estágio vou à faculdade. Mas o sentimento quando eu acordo, sabendo que vou passar horas do meu dia trabalhando, não é de desânimo ou tristeza, muito pelo contrário, é de animação em saber que vou lidar com aquilo que me dá tesão.

Essa palavra “tesão” é muito elucidativa também fora do contexto sexual, porque não é apenas um “querer muito” ou um “desejo muito grande” é algo que não impulsiona a sair de casa mesmo com todos os empecilhos que existem (acordar cedo, trânsito, chuva, frio). É quando a gente diz que vai fazer aquilo, independentemente de quase qualquer coisa. Digo “quase qualquer coisa” pois a posição que ocupamos como estagiários pode ser muito abusiva e não podemos deixar que seja assim.

Nosso objetivo é a faculdade e para fazer a faculdade com qualidade precisamos primeiro ir às aulas e estarmos o mínimo descansados para assistirmos às aulas e estudar nos finais de semana. Então temos que, às vezes, nos impor para salvaguardar o nosso direito de irmos à faculdade independentemente se o chefe quer que fiquemos além do nosso horário pré-estabelecido.

Portanto para sermos felizes precisamos fazer o que gostamos. Nada mais óbvio, pois passamos e vamos passar no mínimo 8 horas de cada dia das nossas vidas lidando com o trabalho. E ficar 8 horas ou mais realizando uma tarefa que não faz sentido pra você ou que não lhe traga a sensação de completude causa grandes problemas emocionais e, como consequência, todos os outros. Ou seja, não, não ganharemos dinheiro se trabalharmos com uma coisa que não gostamos. Não dá para “ganhar dinheiro” sem sacrifícios e na grande maioria das vezes não fazemos sacríficos por algo que não gostamos e não acreditamos.

Qual seria então a receita de bolo para o Sucesso?

Pra conseguir alcançar aquilo que mais desejamos, acredito que sejam necessárias duas coisas fundamentais e uma terceira que não temos controle. Nunca desistir, nas horas vagas de nos dedicarmos ao máximo para nos qualificarmos naquilo que desejamos e sorte, respectivamente! Sim, claro que se a gente se dedicar muito e nunca desistir a chance que temos de conseguir aquilo de desejamos é muito grande (ou seja, quanto mais eu faço por onde, mais sorte eu tenho), mas cada vez mais eu acredito que as coisas acontecem quando tem que acontecer. A diferença é que quanto mais eu me preparo e me dedico mais esse “momento certo” fica mais próximo.

Sei que tudo isso soa clichezão, mas foi o que aconteceu comigo. Às vezes “a receita de bolo para o sucesso” dá certo mesmo.

Beatriz Alves Ensinas
https://www.linkedin.com/in/beatriz-a-3aab77a2/

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Beatriz Alves Ensinas é Estudante de Direito na PUC-SP, estagiando na área e em São Caetano do Sul, São Paulo. Depois de três anos contribuindo na coluna “De adolescente para adolescente”, iniciada por ela e depois tendo a parceria de Bruno Sales, a partir de agora ela é responsável pela coluna “De Universitário para Universitário”.
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