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O Poder de Questionar Certezas e Rever Modelos Mentais

Modelos mentais influenciam a forma como enxergamos o mundo. Descubra como questionar certezas, rever crenças e fazer perguntas melhores amplia a escuta, favorece o aprendizado e abre espaço para novas perspectivas em nossas relações.

Modelos Mentais: O Poder de Questionar Suas Certezas

O Poder de Questionar Certezas e Rever Modelos Mentais

Quantas vezes você já teve tanta certeza de alguma coisa que sequer considerou a possibilidade de estar olhando para a situação por outro ângulo?

Nossas certezas nos acompanham diariamente. Elas orientam decisões, sustentam escolhas, ajudam a interpretar acontecimentos e dão sentido às experiências que acumulamos ao longo da vida.

Construímos nossas referências a partir da educação que recebemos, das relações que estabelecemos, da cultura na qual estamos inseridos, das experiências que vivemos e certamente das histórias que contamos a nós mesmos.

Com o tempo, algumas dessas referências se tornam crenças. Outras se transformam em modelos mentais: estruturas que utilizamos, muitas vezes sem perceber, para interpretar o mundo e responder ao que acontece nele.

E é justamente aí que mora uma questão interessante: será que todas as nossas certezas continuam, de fato, fazendo sentido?

Aquilo que aprendemos em determinada fase da vida pode ter sido importante para nos proteger, orientar ou ajudar a tomar decisões. Ainda assim, o que fez sentido ontem não necessariamente serve para as situações de hoje.

O problema não está em ter crenças ou convicções. Está em deixar de questioná-las.

  • Quando acreditamos que já sabemos, podemos parar de investigar.
  • Quando interpretamos uma situação a partir de um único ponto de vista, corremos o risco de enxergar apenas aquilo que confirma nossas expectativas.
  • Quando nos convencemos de que conhecemos suficientemente uma pessoa, talvez deixemos de descobrir quem ela está se tornando.

E quantas conversas deixam de acontecer porque já chegamos a elas com respostas prontas?

Às vezes, não escutamos para compreender. Escutamos para confirmar. Não perguntamos para conhecer. Perguntamos para encontrar evidências daquilo em que já acreditamos.

Assim, nossas certezas podem ocupar tanto espaço que não sobra lugar para o novo.


Questionar nossas certezas é um exercício de abertura.

Questionar nossas certezas não exige abandonar valores, desconsiderar experiências ou duvidar de tudo o que construímos. Exige reconhecer que nossa percepção é sempre atravessada por filtros, interpretações e aprendizados anteriores.

É admitir que podemos não ter percebido tudo e que existem outras perspectivas, inclusive experiências diferentes da nossa que também podem ser legítimas. Mudar de ideia diante de novos elementos não representa necessariamente fraqueza ou incoerência; pode ser sinal de amadurecimento.

Nesse processo, as perguntas têm um papel fundamental.

Uma boa pergunta não precisa conduzir a uma resposta imediata. Ela pode nos deslocar, provocar desconforto, revelar contradições e iluminar aspectos que ainda não havíamos considerado. Por isso, experimente reformular algumas perguntas:

  • “Por que isso sempre acontece comigo?” pode dar lugar a “Que padrão estou percebendo nessa situação?”
  • “Por que essa pessoa não entende?” pode se transformar em “O que talvez eu ainda não tenha compreendido sobre essa perspectiva?”
  • E, em vez de “É assim que as coisas funcionam”, vale perguntar: “Será que existe outra maneira de olhar para isso?”

E, diante de uma convicção muito forte, experimentar uma pergunta ainda mais desafiadora: “Que evidências poderiam me fazer rever essa ideia?”

São pequenas mudanças na forma de perguntar e podem produzir grandes mudanças na maneira de pensar.


No desenvolvimento humano, aprender não é apenas acumular informações.

Aprender é também ampliar a capacidade de perceber, interpretar, relacionar conhecimentos e construir novos significados.

Para isso, precisamos de espaços internos de abertura. Espaços em que não tenhamos a obrigação de saber tudo, defender todas as nossas posições ou encontrar respostas para cada questão.

Precisamos permitir que algumas perguntas permaneçam conosco por mais tempo.

Nas relações, essa disposição pode transformar a qualidade dos encontros. Quando substituímos julgamentos antecipados por curiosidade genuína, abrimos possibilidades de conhecer o outro para além das nossas interpretações. Quando questionamos nossos próprios modelos mentais, ampliamos também a capacidade de escutar, aprender e rever posições.

Uma conversa segura não é aquela em que todos pensam da mesma maneira, mas aquela em que há espaço para pensar diferente, expressar dúvidas, questionar ideias e aprender sem que a divergência seja automaticamente interpretada como ameaça.

E talvez essa abertura comece antes mesmo de encontrarmos o outro: começa quando temos coragem de questionar nossas próprias certezas.

Afinal, não precisamos ter todas as respostas para continuar aprendendo. Precisamos conservar a disposição de fazer perguntas, inclusive aquelas que nos desafiam:

  • Que certeza você poderia colocar em perspectiva hoje?
  • Que crença talvez esteja limitando uma possibilidade?
  • Que modelo mental merece ser revisitado?
  • E que pergunta você ainda não teve coragem de fazer a si mesmo?

Aprender começa quando deixamos de procurar apenas respostas que confirmem o que já sabemos e nos permitimos descobrir o que ainda não conseguimos enxergar.


Gostou do artigo?

Quer saber mais sobre como rever modelos mentais pode ampliar sua escuta, desafiar suas certezas e, além disso, transformar sua maneira de aprender e se relacionar? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Até breve!

Angela Passadori
http://facebook.com/angelapassadori
https://www.linkedin.com/in/angelapassadori/

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Palavras-chave: modelos mentais, certezas, crenças, desenvolvimento humano, pensar diferente, questionar nossas certezas, rever modelos mentais, questionar nossas próprias certezas, mudar de ideia, ampliar a capacidade de perceber
Angela Passadori é pedagoga, psicopedagoga, coach ontológico, mentora e facilitadora de treinamentos, com mais de 20 anos de atuação no desenvolvimento humano. Atua no fortalecimento da saúde mental e psicossocial nas organizações, com foco em comunicação, segurança psicológica, liderança e culturas de cuidado. É cocriadora da mentoria em grupo Jornada de Comunicação e Autoliderança, organizadora e coautora de livros nas áreas de liderança, coaching, cultura organizacional e autoconhecimento. Certificada em Action Learning pela WIAL e especialista em Segurança Psicológica de Times, é professora universitária e sócia-diretora da Cuidando de Quem Cuida.
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