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Talvez Não Seja o Seu Sonho Que Seja Grande Demais, Mas Sim O Preço Emocional de Realizar Seus Sonhos

Realizar seus sonhos pode exigir um preço emocional maior do que você imagina. Entenda como medo, rejeição, controle, necessidade de aprovação e dificuldade de confiar podem limitar seus passos e por que encarar o desconforto muda tudo.

Preço Emocional: O Que Impede Você de Realizar Seus Sonhos

Talvez Não Seja o Seu Sonho Que Seja Grande Demais, Mas Sim O Preço Emocional de Realizar Seus Sonhos

Não quero falar aqui sobre constância, resiliência, continuar a fazer o que precisa ser feito para chegar onde se quer chegar. Tudo isso é muito válido sim, nobre, e principalmente: real. Mas porque existem pessoas que mesmo se dedicando tanto, ainda tem dificuldade em ter os resultados que deseja?

O preço emocional é muito maior que o físico, financeiro, ou até mesmo de tempo. O desgaste emocional que uma pessoa passa para atingir o sucesso, vem de encarar que nem sempre vai ter estômago. E nem sempre estará pronta para o próximo passo.

Muitas vezes ouvimos que o sucesso é solitário, e sim, muitas pessoas não vão nos acompanhar. E pode ser que você já esteja bem com essa informação, pode ser que você já tenha colocado cada pessoa no seu papel em relação a sua vida, as suas escolhas. Mas e quando você esquece de colocar qual o seu próprio papel na vida delas?

Quantas vezes você não deixou de se impor, falar o que pensa, dizer não quando simplesmente não está a fim, só porque não queria passar pelo desconforto de descobrir como o outro iria reagir.

Pois é no desconforto real que mora o crescimento. Justamente esse que você pensou agora, mas não tem nem coragem de assumir.

A dor às vezes é tão profunda que arrumamos mil justificativas e desculpas, todas com muito sentido, racionais e possíveis, para não encarar o que de fato nos machuca, nos paralisa, nos deixa irracionais por um momento.

E não tem nada de errado com esse momento. Sinta a dor, deixe ela existir, mas saiba de onde ela vem, e por quanto tempo você vai querer ficar nesse lugar: o lugar de vítima.

Essa é a chave! A dor não vai sumir do nada, você não tem que ressignificar nada, mas você pode escolher entender de onde ela vem e para onde você quer direcionar sua energia, e por quanto tempo. Assim eu faço comigo mesma, e nos meus atendimentos.

Ignorar quem você é e o que você sente, tentar se transformar em outra pessoa completamente diferente, só gera frustração e ainda mais dor, pois não há autoaceitação, autoperdão, autocompaixão, autoestima, autoconfiança, e por aí vai…

Agora, quando você entende que sim, às vezes você vai se sentir sozinho e abandonado, e você não vai nem conseguir enxergar o apoio das pessoas ao seu redor, porque esse apoio não veio da forma que você esperava, o jogo todo muda!

Quando você entende que às vezes suas ideias mirabolantes vão sim parecer ridículas para muitas pessoas, e que essas ideias vão sim ser rejeitadas, e que isso não tem nada a ver com você, mas apenas com aquelas ideias específicas, você perde o medo de compartilhar o que pensa! Perde o medo de ser você mesmo.

E tem ainda aquelas situações superdesconfortáveis onde você sente até dor de cabeça. Isso porque você não tem controle nenhum sobre a situação e as pessoas envolvidas. Aqui, por medo de ser manipulado, você acha que tem que fazer tudo sozinho e do seu jeito, e deixa de crescer porque não consegue confiar, e compartilhar com o outro!

Você já tem o poder de observação para avaliar se o outro é confiável ou não. E sabe o que fazer se no meio do caminho, você mudar de ideia sobre a pessoa. Está tudo bem! Só arrisque, arrisque mais, pois com companhia, vamos muito, mas muito mais longe.

E existem ainda aquelas pessoas, ou uma parte de nós (algumas pessoas uma parte maior, outras menor), em que achamos que temos que ser úteis e necessários, ou seremos descartados. Que para gerar valor, temos que fazer tudo, resolver todos os problemas, carregar todo mundo nas costas. Não só porque conseguimos (haja energia!), mas porque não suportamos lidar com o que o outro vai pensar de nós: egoísta, preguiçoso, irresponsável, incompetente…

E tudo isso a que custo? Da nossa própria saúde, dos nossos próprios sonhos…

E tem uma parte de nós que é super ativa, cheia de energia, garra e conquista muitas vitórias. Mas o preço nesse caso para ir ainda mais longe, seria aceitar que nem sempre você vai ganhar, nem sempre você vai ser o melhor, vai ser o primeiro, o perfeito. Mas isso não define quem você é.

Esse é o ponto. Você AINDA não sabe, ainda tem o que aprender, e a vida é uma curva de aprendizagem. Aprenda a ser gentil consigo mesmo e curtir a jornada, isso vai fazer toda a diferença.

Com tudo isso, o que quero te dizer é que: vale a pena arriscar mais! Vale a pena o desconforto, enfrentar a resistência, e ver que no final: você pode, de fato, conquistar aquilo que tanto diz querer!

Deseje de coração, se prepare com a mente, e encare o desafio com a alma. É aí que está o verdadeiro caminho do que podemos chamar de sucesso, ou para mim, de felicidade.


Gostou do artigo?

Quer saber mais sobre como identificar o que está impedindo você de enfrentar o preço emocional de realizar seus sonhos e conquistar aquilo que realmente deseja? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Até o próximo artigo!

Sarah Martins
Mentora de Autoliderança, Desenvolvimento Humano e Inteligência Emocional
http://linkedin.com/in/sararmartins

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Sarah Martins é mentora de desenvolvimento humano, analista corporal, psicanalista, autora, dama comendadora no Brasil, Reino Unido e Europa, com mais de 10 anos de experiência em desenvolvimento humano e 15 em lideranças em empresas, incluindo líderes globais em tecnologia e em finanças.
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