
3 Insights para Lidar Melhor com o Estresse
Antes que Ele Tome Conta do Seu Dia (ou da Sua Vida)
O estresse faz parte da vida. O problema começa quando aquilo que deveria ser uma resposta passageira se prolonga e passa a ocupar a mente, o corpo e os nossos dias.
A boa notícia é que podemos aprender a interromper esse ciclo. E, muitas vezes, pequenas mudanças na forma como recebemos, interpretamos e respondemos ao que acontece já modificam a experiência do estresse.
Aqui estão três insights simples, antigos e cada vez mais respaldados pela ciência.
1. ACEITE O QUE VOCÊ NÃO PODE CONTROLAR
Muitas vezes, o estresse não vem apenas do que aconteceu, mas da resistência ao que aconteceu.
O carro enguiçou. Alguém tomou uma decisão que você não queria. Um imprevisto mudou seus planos. O fato já está posto, mas a mente continua tentando lutar contra ele, e o nosso corpo paga essa conta.
Aceitar não significa gostar, concordar ou desistir. Significa reconhecer a realidade presente para então decidir, com mais consciência, o que fazer com ela.
Quando uma emoção surgir junto com o fato, experimente: perceba, nomeie e aceite. “Estou com raiva”, “Estou frustrado”, “Estou ansioso”.
A neurociência mostra que colocar sentimentos em palavras – um processo conhecido como affect labeling – pode ajudar na regulação da resposta emocional. Em vez de simplesmente reagir à emoção, então você passa a observá-la.
Pergunte-se: isso está sob o meu controle? Se estiver, aja. Se não estiver, então deixe ir.
Isso não é fraqueza. É escolher conscientemente onde colocar sua atenção, sua energia bem como sua força.
2. VOLTE PARA A RESPIRAÇÃO
Quando perceber o estresse crescendo, volte para o seu corpo.
Uma mente agitada costuma vir acompanhada de uma respiração mais rápida e superficial. Mas essa comunicação funciona nos dois sentidos: podemos usar a respiração para enviar ao cérebro sinais de segurança.
Experimente: Inspire contando 4. Segure. Expire lentamente contando 6.
Repita algumas vezes, sem forçar.
A respiração lenta, especialmente com uma expiração mais prolongada, participa da regulação autonômica, favorecento assim a atividade parassimpática, relacionada ao nervo vago. Aos poucos, a frequência cardíaca e o estado de alerta podem diminuir.
É como informar ao sistema nervoso: “Neste momento, estou seguro.”
Às vezes tentamos acalmar a mente discutindo com os pensamentos. Pode ser mais simples começar pelo corpo. O corpo desacelera. A mente acompanha.
3. LEMBRE-SE: TUDO ESTÁ EM TRANSFORMAÇÃO
Existe uma característica importante dos nossos estados internos que frequentemente esquecemos quando estamos estressados: eles mudam.
Pensamentos mudam. Emoções mudam. Sensações corporais mudam. Circunstâncias mudam.
O cérebro também não é uma estrutura imóvel. A neuroplasticidade nos mostra um sistema continuamente modificado pelas experiências, pela aprendizagem, pela atenção e pelos comportamentos que repetimos.
Aquilo que hoje parece enorme pode ocupar um espaço completamente diferente na sua mente amanhã.
O problema é que, durante o estresse, o cérebro pode tratar o presente como se ele fosse permanente. Repetimos mentalmente uma discussão, uma preocupação ou uma frustração e, a cada repetição, podemos continuar alimentando a resposta fisiológica associada àquele acontecimento.
Por isso, diante de uma situação difícil, experimente perguntar:
“Isso é permanente ou estou vivendo um estado que vai passar?”
A vida é movimento. O sucesso passa. O fracasso passa. A raiva passa. O medo passa. A tristeza passa. Até algumas certezas passam.
Você é o céu. O estresse são as nuvens.
Quando as nuvens chegarem, então experimente um desses três caminhos: aceite o que já está posto, respire e lembre-se de que esse estado não é permanente.
Deixe a nuvem seguir.
Porque, quando continuamos alimentando aquilo que poderia passar, uma nuvem pode se transformar em tempestade.
E por trás dela, o céu continua lá.
Gostou do artigo?
Quer saber mais insights sobre como lidar com o estresse antes que ele, de fato, comprometa sua saúde, seu bem-estar e sua qualidade de vida? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Com carinho,
Dra. Marcia Coronha, PhD
Cientista e Pesquisadora em Saúde
Especialista em Neuroemoção
Fundadora do Instituto ConsCiência
Confira também: O Estresse de Querer Mudar o Outro — E o Que a Neurociência Nos Ensina Sobre Isso
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