fbpx

Copa do Mundo 2026: O que o RH pode Aprender com o Futebol

Entenda como a Copa do Mundo 2026 pode inspirar o RH a ir além da produtividade, criar engajamento real, fortalecer conexão humana e transformar pertencimento em energia coletiva nas empresas em tempos de excesso, velocidade e distração.

Copa do Mundo 2026: O que o RH pode Aprender com o Futebol

Copa do Mundo 2026: O que o RH pode Aprender com o Futebol

Copa do Mundo 2026 não deveria ser vista apenas como uma possível ameaça à produtividade nas empresas. Talvez ela seja uma oportunidade rara para o RH observar algo que muitas organizações tentam construir todos os dias: engajamento real, conexão humana e pertencimento.

Talvez a pergunta mais importante não seja se a Copa atrapalha o trabalho, mas por que um jogo consegue gerar, em poucos minutos, uma energia coletiva que tantas empresas perseguem durante anos.

Nos briefings que recebo de empresas dos mais diferentes setores, existe uma palavra que aparece com frequência: engajamento. Pode ser uma indústria, uma empresa de tecnologia, uma cooperativa, um banco, um hospital ou uma multinacional. Em algum momento da conversa, o RH ou a liderança traz a mesma preocupação.

As pessoas estão desconectadas, o clima mudou e as equipes parecem cansadas. Ninguém veste mais a camisa.

Eu sempre acho curioso quando essa expressão aparece, porque, no fundo, o que está sendo dito é muito mais profundo do que produtividade ou motivação. Estamos falando de presença, energia coletiva, vínculo e pertencimento. Estamos falando de algo que muitas organizações ainda tentam medir, mas poucas conseguem sentir.

E é aqui que a Copa do Mundo 2026 entra como uma grande metáfora para o trabalho contemporâneo. Porque, quando a Copa chega, algo muda nas empresas. Áreas que quase não conversavam começam a interagir. O café vira ponto de encontro. Surgem brincadeiras, palpites, conversas espontâneas, discordâncias leves, expectativas compartilhadas.

Mesmo quem não acompanha futebol acaba sendo atravessado pela energia do ambiente. Não é apenas sobre o jogo. É sobre o que o jogo desperta.


A Copa do Mundo 2026 pode revelar uma carência silenciosa nas empresas.

Talvez a Copa do Mundo 2026 não revele um problema de distração. Talvez ela revele uma carência silenciosa de conexão humana dentro das organizações.

Estamos tentando engajar um ser humano diferente daquele de dez anos atrás. Mais cansado, mais acelerado, mais ansioso, mais fragmentado e mais sobrecarregado. Um ser humano que vive conectado tecnologicamente, mas muitas vezes disperso emocionalmente.

As pessoas passam o dia em reuniões, mensagens, plataformas, calls e dashboards. Estão juntas o tempo todo, mas nem sempre vivem experiências juntas. Esse é um dos conflitos invisíveis do trabalho atual.

Talvez as pessoas não estejam simplesmente desinteressadas. Talvez estejam exaustas, tentando sobreviver a um mundo que acelerou rápido demais. E talvez muitos líderes ainda estejam tentando resolver dores novas com fórmulas antigas.

Mais benefícios, mais reuniões, mais campanhas, mais comunicação, mais ações de engajamento, mas pouca experiência humana real.

A Copa chama atenção justamente porque mobiliza algo profundamente humano. Ela muda o tom de voz, altera a energia do ambiente, cria expectativa e instala um ritual. As pessoas olham mais umas para as outras, conversam mais, riem mais, discordam mais e sentem mais.

Isso importa. Porque seres humanos não criam vínculo apenas pela razão. Criamos vínculo pela experiência, pelo sentir e pela memória emocional daquilo que vivemos juntos.


O que o RH pode aprender com a Copa do Mundo 2026

Um dos grandes esquecimentos do mundo corporativo talvez tenha sido acreditar que cultura se constrói apenas por processos e comunicação. Claro que processos importam. Indicadores importam. Gestão importa.

Mas cultura também nasce daquilo que as pessoas experimentam no cotidiano. Nasce do ambiente, dos encontros, da energia emocional compartilhada e da sensação, muitas vezes invisível, de pertencimento.

A Copa do Mundo 2026 pode lembrar ao RH que engajamento não nasce apenas de campanhas internas. Engajamento nasce quando as pessoas sentem que fazem parte de algo. Quando existe um símbolo, uma narrativa, um ritual, uma emoção compartilhada.

Isso não significa transformar a empresa em festa. Significa compreender que o humano precisa de sentido, presença e conexão para permanecer inteiro no trabalho.

O RH do futuro precisa assumir um papel muito mais estratégico. Menos gestor de políticas e mais arquiteto de experiências humanas. Menos focado apenas em clima organizacional e mais atento à energia emocional coletiva.

Também precisa olhar além da retenção de talentos. O desafio não é apenas manter pessoas na empresa. É compreender o que faz um ser humano permanecer presente, conectado e emocionalmente disponível em um mundo de excesso, velocidade e distração.

Tenho conversado com muitos líderes e RHs, dentro e fora do Brasil, e percebo uma angústia crescente. Muita gente sente que perdeu o manual de funcionamento das pessoas e talvez tenha perdido mesmo.

Porque o humano mudou. Mudou a relação com o trabalho, com autoridade, com tempo, com sofrimento, com presença e, sem dúvida, com propósito. E, quando o humano muda, o RH também precisa mudar.


Engajamento não é fazer as pessoas performarem mais

Talvez o desafio das empresas não seja fazer as pessoas performarem mais, mas criar ambientes onde elas consigam, novamente, sentir que pertencem.

Pode parecer curioso dizer isso em um artigo sobre futebol. Mas talvez o futebol esteja apenas nos lembrando de algo essencial: as pessoas ainda querem viver algo juntas.

Elas ainda querem conexão, rituais e emoção compartilhada. Ainda querem sentir que fazem parte de uma história maior do que a própria função.

Talvez o problema nunca tenha sido falta de engajamento, mas o excesso de ambientes onde quase nada toca as pessoas de verdade.

A Copa do Mundo 2026, nesse sentido, pode ser um espelho. Ela mostra que a energia coletiva não desapareceu. O desejo de pertencer não acabou. A vontade de vestir uma camisa ainda existe.

Mas ninguém veste a camisa de um lugar onde não sente presença.


O novo papel do RH diante de um ser humano que mudou

A Copa do Mundo 2026 pode ser tratada pelas empresas como interrupção, distração ou risco para a produtividade. Mas também pode ser vista como um laboratório vivo sobre comportamento humano.

O RH que observar apenas os horários dos jogos talvez perca a parte mais importante. O RH que observar as conversas, os vínculos, os símbolos e a energia emocional talvez encontre pistas valiosas sobre o futuro do trabalho.

Porque o futuro do RH não será definido apenas por tecnologia, dados ou automação. Será definido pela capacidade de compreender o que continua profundamente humano dentro de um mundo cada vez mais acelerado.

A pergunta não é apenas como organizar a rotina da empresa durante a Copa. A pergunta é mais profunda: o que de fato faz as pessoas se conectarem de verdade?

Essa talvez seja uma das competências mais sofisticadas do RH do futuro. Criar espaços onde as pessoas continuem humanas enquanto o mundo acelera.

E, se essa reflexão faz sentido para você, talvez valha a pena continuarmos essa conversa. Tenho estudado profundamente as mudanças do comportamento humano, a liderança, a presença e os novos desafios das organizações em um mundo cada vez mais tecnológico. Escreva para mim. Vou adorar trocar ideias.


Se esse texto te atravessou, ele não foi escrito em vão. Compartilhe com quem decide cultura, metas e modelos de liderança na sua organização.


Outras reflexões de Leila Navarro sobre liderança, saúde emocional e futuro do trabalho estão disponíveis em:

https://leilanavarro.com.br/blog/


Gostou do artigo?

Quer saber mais sobre como o RH pode aprender com a Copa do Mundo 2026 para fortalecer engajamento, conexão humana e pertencimento nas organizações? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Até a próxima!

Leila Navarro
Especialista em Inovação Humana e Desenvolvimento do Novo Humano nas Organizações. Autora de 16 livros traduzidos para diversos idiomas, astronauta análoga certificada e referência latino-americana em presença, comportamento e futuro do trabalho.
https://www.leilanavarro.com.br/
https://www.instagram.com/leilanavarrooficial/
https://br.linkedin.com/in/leilanavarro
https://www.youtube.com/user/leilanavarro
https://www.facebook.com/leilanavarro

Confira também: Liderança no Varejo: Tecnologia com Propósito para Criar Experiências Humanas

Palavras-chave: Copa do Mundo 2026, RH, engajamento, conexão humana, pertencimento, o que o RH pode aprender com a Copa do Mundo 2026, engajamento real, conexão humana e pertencimento, carência silenciosa de conexão humana, arquiteto de experiências humanas, energia emocional coletiva
Há mais de 18 anos no mercado de palestras, Leila Navarro conquistou sólida carreira no Brasil e no exterior. Suas palestras já foram assistidas na Espanha, Chile, Uruguai, Panamá, Japão, México, Peru, Paraguai, Colômbia, Angola e Portugal. No Brasil, segundo a Revista Veja, integra o ranking dos 20 mais notáveis palestrantes brasileiros. Entre suas premiações, em 2013 foi a única mulher eleita Top5, na categoria palestrante, do Prêmio Top ofMind Estadão RH, o Oscar do RH, o mais prestigiado e desejado prêmio do mercado. Em 2005 levou em primeiro lugar! Também obteve o Prêmio de 100 fornecedores de RH – Categoria palestrante do ano 2009. Autora de 16 livros, entre eles, “Autocoaching de carreira e de vida”, “Talento para ser Feliz”, “A vida não precisa ser tão complicada”, “O poder da superação”, e seu mais novo lançamento o “Virar o Jogo” , além de diversos e-books, artigos e diversas participações para a mídia em geral.
follow me
Neste artigo


Participe da Conversa