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Da Culpa à Responsabilidade: Uma Mudança que Transforma

Entenda como substituir a culpa pela responsabilidade pode transformar sua forma de agir e reagir no dia a dia. Descubra como sair do vitimismo, assumir o controle das suas escolhas e desenvolver uma postura mais consciente e poderosa.

Culpa à Responsabilidade: A Mudança que Transforma Sua Vida O que fazer com a culpa?

Da Culpa à Responsabilidade: A Mudança que Transforma Sua Vida

O que fazer com a culpa?

Há muito tempo medito sobre a palavra culpa.

Por quê? Porque, em meu conceito, a culpa está conectada à vítima. Culpa e vítima parecem sempre caminhar juntas. E, muitas vezes, o culpado se sente vítima.

Aquele que encontra no vitimismo a sua bandeira apresenta uma tendência comportamental na qual ser vítima é o seu principal modo de atuar. Ao se considerar vítima, na maioria das vezes atrai para si muitos que acreditam em sua infelicidade.

Culpam o azar, outras pessoas e fatores externos por seu sofrimento, e relevam as próprias dificuldades como se estas não coubessem em seu arquivo pessoal. Assim, tudo e todos passam a ser a causa de sua suposta mazela.

Não aprecio o vitimismo, ainda que reconheça a existência de vítimas reais. Por isso, prefiro a palavra responsável em vez de culpa.

Notem que, ao atribuirmos responsabilidade a qualquer pessoa, demonstramos, em primeiro lugar, que acreditamos em sua capacidade de solucionar situações que lhe dizem respeito tanto quanto ao seu suposto algoz.

Penso que, se em vez de denominarmos culpado aquele que cometeu um ato contra outro, o chamássemos de responsável, a carga sobre si mesmo teria uma conotação mais direta, e as consequências poderiam trazer outro resultado.

Quando se atribui uma responsabilidade a alguém, é porque acreditamos que quem a recebeu é realmente capaz de realizar o feito correspondente a essa responsabilidade.

E, como conhecedor das consequências de seu ato, o autor do feito, ainda que inconscientemente, passa a admitir que talvez pudesse ter agido de forma diferente para que não fosse responsabilizado.

Percebam que o que estou dizendo são conjecturas que atravessam meus pensamentos. Posso estar completamente equivocada.

No entanto, quando se atribui culpa a alguém, essa pessoa pode dizer: “Sou inocente”, “não fui eu”, “a culpa é do outro, não minha”. Enfim, existe uma espécie de escudo protetor na palavra culpa.

Isso porque:

“A culpa é um sentimento emocional que está intimamente relacionado ao remorso e ocorre quando uma pessoa acredita que violou seus próprios padrões morais.” (Definição de autor desconhecido)

Sendo a culpa um sentimento emocional, a racionalização do ocorrdo também tende a ser emocional e, muitas vezes, distante da realidade.

No entanto:

“Responsabilidade é quando, tendo a liberdade para fazer qualquer coisa, você escolhe fazer apenas o que deve.” ( Edna Frigato)

Percebe-se, nessa frase de Edna Frigato, como a responsabilidade pode nos levar a repensar aquilo que pretendemos.

E quando dizemos: “Você é responsável por tal acontecimento”, a resposta pode ser: “Por que sou responsável?”

Vejam que, nesse caso, as respostas tendem a girar em torno das capacidades pessoais de quem age.

Mesmo estando eu equivocada ou não, gostaria que refletissem e testassem essas duas palavras — culpa e responsabilidade — sempre que possível em situações do cotidiano.


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Quer saber mais sobre como a culpa e responsabilidade podem transformar sua forma de agir e tomar decisões? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar sobre este assunto.

Luísa Santo
https://www.linkedin.com/in/luisasanto/

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Luísa Santo Author
Luísa Santo é advogada, mestra em resolução de conflitos e negociação pela Universidade Kürt Bosch-Suiça, na Argentina. Coach para conflitos pessoais e interpessoais, Analista corporal e comportamental. Atua na área de conflitos pessoais e interpessoais desde 1998. Acresceu aos seus conhecimentos diversas técnicas ao longo do tempo, para que a construção do diálogo entre partes e com seu próprio EU se tornassem mais profícuas. Trabalha com grupos ou individualmente e forma grupos com no máximo dez participantes, para que se ajudem a encontrar soluções para aquilo que buscam. Isso os desperta para a importância e a necessidade das relações, bem como para o desenvolvimento pessoal, e com isso aprendam que juntos sempre serão mais fortes.
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