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O Mundo em Desordem: Quando os Alertas se Repetem e a Escuta Continua Falhando

O mundo em desordem deixou de ser exceção e virou contexto permanente. Descubra como liderar, decidir e redesenhar organizações para operar com maturidade, consciência sistêmica e clareza em meio à instabilidade de 2026.

O Mundo em Desordem: Quando os Alertas se Repetem e a Escuta Continua Falhando

O Mundo em Desordem: Quando os Alertas se Repetem e a Escuta Continua Falhando

O mundo entrou em 2026 sem pontos de repouso. Fevereiro chegou e a sensação de instabilidade deixou de ser episódica e passou a compor o pano de fundo permanente da vida social, política e organizacional. Guerras prolongadas, fragmentação geopolítica, avanço acelerado da inteligência artificial, crise climática e erosão da confiança institucional já não são alertas de futuro, mas elementos do presente com os quais aprendemos — ou somos forçados — a conviver.

O Fórum Econômico Mundial, realizado em janeiro, voltou a mapear esses riscos de forma precisa. Seus relatórios reiteram que conflitos, desinformação, polarização e colapso de confiança figuram entre os riscos mais prováveis e impactantes no curto prazo. O diagnóstico é claro. O que chama atenção não é a falta de informação, mas a repetição quase ritualística dos alertas, acompanhada de uma dificuldade coletiva de transformação real.


A desordem que vivemos não é um desvio temporário da ordem.

Ela é a nova condição do sistema. Tentamos seguir governando o mundo, as organizações e as pessoas com modelos mentais criados para um contexto previsível, linear e relativamente estável. Esse descompasso entre realidade e desenho é o que transforma risco em crise contínua.

Em 2020, ao escrever Uma Nova (des)ordem Organizacional, eu já apontava que estávamos entrando em um ciclo perigoso: organizações cada vez mais pressionadas por contextos voláteis, mas sustentadas por estruturas rígidas, lideranças exaustas e culturas pouco preparadas para lidar com ambiguidade. A pandemia escancarou esse movimento. Os anos seguintes apenas aprofundaram o cenário.

Hoje, a desordem externa se reflete de forma direta dentro das organizações. Decisões reativas, excesso de urgência, conflitos difusos, perda de foco e desgaste emocional tornaram-se frequentes. Não porque as pessoas estejam menos competentes, mas porque os sistemas em que operam não foram desenhados para sustentar tamanha complexidade.

Relatórios recentes sobre trabalho e aprendizagem mostram que poucas organizações conseguem, de fato, criar estruturas que sustentem desenvolvimento contínuo, mobilidade e clareza em ambientes instáveis. Onde falta desenho, sobra esforço individual. Onde falta coerência, cresce o cansaço. A desordem do mundo encontra, sem dúvida, terreno fértil em organizações mal preparadas para absorvê-la.


Talvez o maior erro deste tempo seja acreditar que a resposta à desordem está em mais controle.

Planejamentos mais detalhados, metas mais agressivas e discursos mais inspiradores não resolvem um problema que é estrutural. O que este momento exige é consciência sistêmica, capacidade de leitura do contexto e organizações mais adaptativas por desenho, não por heroísmo.

Liderar em um mundo em desordem exige sustentar tensões, conviver com incertezas e tomar decisões sem todas as respostas. Isso não é fraqueza; é maturidade. Organizações que reconhecem essa condição deixam de buscar certezas artificiais e passam a investir em clareza, alinhamento e aprendizado contínuo.

O mundo não está à beira do caos. Ele está nos convidando a abandonar a nostalgia de uma ordem que não volta. A pergunta central não é como restaurar o passado, mas como redesenhar nossas formas de organizar, trabalhar e decidir em um presente instável.

A travessia que se impõe em 2026 não será feita com mapas antigos. Ela exigirá novos desenhos organizacionais, novas lideranças e, sobretudo, a coragem de reconhecer que a desordem não é o problema a ser eliminado, mas o contexto a ser compreendido para que possamos seguir avançando com mais consciência, responsabilidade e humanidade.

Talvez o ponto mais importante deste momento não seja encontrar respostas prontas, mas criar espaços de reflexão compartilhada e se isso faz sentido para você:

  • Como você tem sentido essa desordem no seu trabalho, nas organizações ou na sua vida cotidiana?
  • O que mudou na forma como você decide, lidera ou se posiciona diante da incerteza?
  • Quais estruturas — internas ou organizacionais — têm te ajudado a sustentar clareza em meio ao ruído?
  • Estamos tentando controlar demais um mundo que pede mais consciência do que controle?

Compartilhe sua percepção, suas dúvidas e suas experiências. Talvez o caminho para atravessar este tempo não esteja em respostas individuais, mas na construção coletiva de novos sentidos e esse é o meu propósito.


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Quer saber como liderar e redesenhar organizações para operar com maturidade em um mundo instável e em desordem permanente? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.

Marco Ornellas
https://www.ornellas.com.br/

Confira também: 2026: Sinais de Travessia, Maturidade e Escolhas Conscientes

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Marco Ornellas é Psicólogo, Master of Science in Behavior pela California American University e Mestre em Biologia-Cultural pela Universidad Mayor do Chile e Escuela Matrizstica. Pós em Neurociência e o Futuro Sustentado de Pessoas e Organizações.Consultor, Coach, Designer Organizacional, Palestrante e Facilitador de Grupos e Workshops em temas como Liderança, Complexidade, Gestão, Desenvolvimento de Equipes, Inovação e Consultor em Design da Cultura Organizacional.Autor dos Livros: DesigneRHs para um Novo Mundo, Uma nova (des)ordem organizacional e Ensaios por uma Organização Consciente.CEO da Ornellas Consulting e Ornellas Academy.
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