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Engajamento Na Mentoria Não É Obrigação — É Escolha Organizacional

Engajamento na mentoria não falha por falta de vontade, mas por falta de ambiente. Entenda como sobrecarga, incoerência cultural e foco excessivo no curto prazo sabotam a mentoria e o desenvolvimento da liderança nas organizações.

Por Que Líderes Não Se Engajam na Mentoria nas Organizações?

Engajamento Na Mentoria Não É Obrigação — É Escolha Organizacional
Mentoria nas organizações não fracassa por falta de vontade — fracassa por falta de ambiente.

Olá!

 

Eu sou Wilson R. Lourenço,  consultor, mentor e coach, com formação em Conselho de Empresas e mais de 25 anos de experiência no desenvolvimento de líderes e equipes. Atuo em Gestão de Pessoas, Mudança Organizacional e Performance.

 

Sou palestrante e sócio-diretor da Compass Consult. Meu foco é transformar potencial humano em resultados concretos.

 

A minha coluna é dedicada a traduzir os desafios reais da liderança moderna em práticas aplicáveis ao dia a dia. A partir da minha vivência como facilitador, mentor e coach, compartilho aprendizados, provocações e métodos que podem ajudar líderes — atuais ou em formação — a conduzir suas equipes com mais clareza, maturidade e impacto. O foco é simples: desenvolver pessoas para desenvolver resultados.

 

“Escrevo esta coluna para provocar reflexões honestas sobre liderança e trabalho em equipe. Quero dividir experiências e métodos que uso no dia a dia com grupos de desenvolvimento e mentorias, oferecendo um espaço seguro para quem deseja evoluir como líder, tomar melhores decisões e ampliar seu impacto.”

 

Seja muito bem-vinda(o)!

 

Wilson R. Lourenço

Engajamento na mentoria não é obrigação — é escolha organizacional

Mentoria não fracassa por falta de vontade — fracassa por falta de ambiente.

O que o desengajamento dos líderes realmente revela sobre as organizações.

Há uma frase que tenho ouvido com frequência quase ritualística no mundo corporativo: “Temos um programa de mentoria excelente, mas os líderes não se engajam.”

Curioso!

As empresas investem em estrutura, metodologia, comunicação… e mesmo assim o engajamento não aparece.

A pergunta que quase ninguém faz é: Será que o problema está nos líderes — ou no sistema que os cerca?

Porque, na prática, a falta de engajamento não é um defeito individual. É um diagnóstico organizacional.


Líderes não rejeitam mentoria. Eles rejeitam incoerência.

A maioria dos líderes que acompanho:

  • acredita no desenvolvimento;
  • valoriza a troca;
  • reconhece o impacto da mentoria.

Mas quando chega a hora de participar, muitos simplesmente não conseguem sustentar presença, escuta e profundidade.

Não por falta de interesse, mas por falta de espaço interno.

É difícil se engajar em um processo reflexivo quando se está correndo para apagar incêndios todos os dias.

É difícil priorizar desenvolvimento quando a cultura recompensa apenas a urgência.

E é difícil ser mentor quando a própria organização não legitima o tempo necessário para que isso aconteça.


Engajamento não nasce de convite. Nasce de contexto.

As empresas costumam tratar engajamento como se fosse uma questão de atitude: “Se o líder quiser, ele participa”, mas engajamento não é voluntarismo.

É, sem dúvida, consequência de condições organizacionais.

Líderes se engajam quando:

  • entendem o propósito da mentoria;
  • percebem coerência entre discurso e prática;
  • sentem que desenvolvimento não compete com resultados — o fortalece.

Quando isso não existe, então a mentoria vira tarefa.

E tarefa não transforma ninguém.


O que realmente sabota a mentoria

Ao longo da minha prática, vejo padrões que se repetem:

  • Sobrecarga crônica: líderes emocionalmente drenados não conseguem oferecer presença;
  • Desalinhamento estratégico: mentoria desconectada do negócio vira ritual vazio.
  • Falta de reconhecimento: mentores dedicam tempo e energia — e isso passa invisível;
  • Cultura de curto prazo: desenvolvimento vira “luxo” em ambientes que só valorizam entrega imediata;
  • Processos engessados: quando o líder não pode adaptar a mentoria à sua realidade, ele então se afasta.

Nenhum desses fatores se resolve com campanhas internas ou então com discursos inspiradores.

Eles exigem maturidade organizacional.


Mentoria não é um programa. É uma escolha de liderança.

Quando a mentoria funciona, ela não vive à margem da operação, mas se integra ao negócio.

Vejo resultados consistentes quando as organizações:

  • tratam a mentoria como parte do trabalho, não como extra;
  • conectam o processo aos desafios reais da liderança;
  • preparam emocionalmente quem vai mentorar;
  • criam comunidades de mentores para troca e suporte.

Nesses ambientes, engajamento não é problema. 

É efeito colateral.


O falso dilema entre pessoas e resultados.

Existe uma crença silenciosa de que investir em desenvolvimento “tira o foco” da performance, mas a realidade mostra o oposto.

Líderes que passam por processos de mentoria:

  • tomam decisões mais conscientes;
  • desenvolvem equipes mais autônomas;
  • reduzem retrabalho e conflitos;
  • sustentam resultados com mais consistência.

Mentoria não atrapalha performance.

Ela qualifica performance.


A pergunta que realmente importa.

Talvez a questão não seja: “Por que nossos líderes não se engajam?”

A pergunta honesta é: “Que tipo de ambiente estamos oferecendo para que o engajamento seja possível?”

Mentoria não é solução mágica, mas uma prática madura — e só floresce em culturas igualmente maduras. 

Engajamento não se exige. Se constrói!


Gostou do artigo?

Quer saber mais sobre como o engajamento na mentoria é construído e, além disso, quais escolhas organizacionais ainda estão sabotando o desenvolvimento da sua liderança? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.

Até a próxima!

Wilson R. Lourenço
https://www.compassconsult.com.br

Não deixe de acompanhar a coluna Entre Pessoas e Resultados

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Wilson R. Lourenço é mentor, coach e consultor em liderança com mais de 25 anos de atuação no desenvolvimento de pessoas e equipes. Como sócio-diretor da Compass Consult, facilita jornadas de mudança, programas de liderança e processos de coaching e mentoria que elevam a maturidade e a performance das organizações.Mestrado em formação pela PUC/SP, Pós-graduado pela ESPM, Gestão de Mudanças pela Berkeley e Gestão de Pessoas pela FGV, além de certificações em HOGAN, MBTI, DISC e Team Coaching, é Conselheiro formado pelo Insper e palestrante. Atuou como professor de Programas de MBA pela ESPM/SP. É Coautor de livro sobre Action Learning, dedica sua carreira a preparar líderes para desafios complexos e ambientes em constante transformação.
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