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Como Foi Sua Infância? A Influência das Experiências Infantis nos Conflitos Emocionais da Vida Adulta

Entenda como experiências da infância moldam conflitos emocionais na vida adulta. Descubra por que certas reações inconscientes se repetem, como o inconsciente atua e o que isso revela sobre suas relações e escolhas emocionais até hoje.

Como Foi Sua Infância? A Influência das Experiências Infantis nos Conflitos Emocionais da Vida Adulta

Como Foi Sua Infância?
A Influência das Experiências Infantis nos Conflitos Emocionais da Vida Adulta

Por que falar sobre a infância em artigo sobre conflitos?

Porque é em nossa infância que se iniciam os conflitos inconscientes, os quais se revelam na idade adulta.

Vejo as crianças como seres conscientes, perfeitos, íntegros, criativos e cheios de recursos.

No entanto, crescemos e esquecemos de todas essas qualidades oriundas de nossa infância.

E, em vez de promovermos a confiança naqueles que nos sucedem para que acreditem em suas pretensões e ousem por si próprios, passamos a controlá-los tal qual o vivenciado por nós mesmos. Certamente, esses fatos são fruto do nosso medo, nosso desconhecimento e da falta de certeza com relação ao futuro.

Como seria desenhar nossos relacionamentos com o coração em vez de racionalizarmos todo e qualquer fato?

Saibam que ao falar sobre desenhar com o coração estou me referindo sobre o despertar do seu sentir quando você se depara com algo inusitado em uma criança, fato esse que ao passar despercebido preferimos avaliar como criancice.

Por exemplo: você já deve ter visto inúmeras vezes uma criança cuspir um alimento.

Pergunte-se o que foi que ela sentiu para agir dessa maneira em vez de recriminá-la pelo ato visto como mal educado? Isto não significa que você não deva ensiná-la como agir, caso ela manifeste que o sabor de algum alimento não lhe agrade.

Você pode lhe dizer para experimentar primeiro, bem pouco, para não sofrer com aquele sabor, e depois engolir porque é pouquinho ou ensiná-la a limpar a boquinha em um guardanapo.


Você pode me dizer: o que isso tem a ver com o meu sentir e os meus conflitos?

Procure se lembrar em qual momento você já sentiu algo parecido com relação a algum alimento ou até mesmo com uma situação que o incomodou.  Como foi que você agiu?

Cuspiu com raiva, engoliu a seco ou disfarçou e resolveu de forma elegante?

Percebe como isto tem a ver com a forma como você reage diante das adversidades em sua vida?

Reflita sobre o seu sentir, e verifique o quanto você é reativo com certas palavras ou atos que não lhe agradam.

  • Será que você só fica desconcertado e não diz nada sobre o que ouviu?
  • Procura refletir e raciocina como melhor agir?
  • Somos ou não levados pelos nossos sentidos?
  • Existe ou não um paralelo com o nosso aprendizado na infância?

Compreender que o nosso inconsciente é capaz de nos levar a reações semelhantes manifestadas quando pequenos, ainda que em momentos diferentes, porém com a mesma reação passada, ajuda-nos a reavaliar o porquê de nosso comportamento atual, bem como o daqueles com os quais nos relacionamos.


Qual o nosso sentido primitivo com o qual começamos a reagir com o que não gostamos?

Ao nos alimentarmos estamos aprendendo como preencher uma necessidade básica em nossas vidas, e a maneira ou até mesmo as repreensões que recebemos nesse primeiro ato podem ser o caminho que tomaremos em nossas reações futuras.

Falo sobre isto para que prestemos mais atenção ao que sentimos diante das reações infantis, e assim preparar os futuros adultos a reagirem com mais sabedoria e inteligência.

Percebam que ao estarmos atentos aos movimentos da criança, somos capazes de sentir os motivos de todas as atitudes que presenciamos neles.

Claro que o nosso agir para com os pequeninos demandará mais atenção do que muitas vezes lhes proporcionamos, no entanto, tenho certeza que ao observá-los você pode se surpreender o quanto você pode aprender com o que desperta sentimentos e reações adversas em você mesmo.

De acordo com esta frase de Jean Piaget:

“A infância é o tempo de maior criatividade da vida do ser humano.”

E eu acrescento: é a fase de nossas vidas em que ao criarmos demonstramos de forma transparente o que sentimos, e por isto aprender com os pequenos é retornar no tempo e aprender porque não nos agradam certas situações.


Gostou do artigo?

Quer saber mais sobre como a infância influencia conflitos emocionais na vida adulta? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.

Luísa Santo
https://www.linkedin.com/in/luisasanto/

Confira também: Como Regenerar Conflitos: A Essência Humana por Trás das Nossas Reações

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Luísa Santo Author
Luísa Santo é advogada, mestra em resolução de conflitos e negociação pela Universidade Kürt Bosch-Suiça, na Argentina. Coach para conflitos pessoais e interpessoais, Analista corporal e comportamental. Atua na área de conflitos pessoais e interpessoais desde 1998. Acresceu aos seus conhecimentos diversas técnicas ao longo do tempo, para que a construção do diálogo entre partes e com seu próprio EU se tornassem mais profícuas. Trabalha com grupos ou individualmente e forma grupos com no máximo dez participantes, para que se ajudem a encontrar soluções para aquilo que buscam. Isso os desperta para a importância e a necessidade das relações, bem como para o desenvolvimento pessoal, e com isso aprendam que juntos sempre serão mais fortes.
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