
Como Organizo Minhas Finanças para 2026 e Evito Perder o Controle do Dinheiro
Todo começo de ano é igual: o planejamento financeiro volta ao centro das conversas, aparece nas reportagens e entra na lista de resoluções de muita gente. O problema é que, passada a empolgação inicial, poucas pessoas realmente colocam esse plano em prática. E, quando tentam, muitas acabam se perdendo por falta de organização e constância.
Ao longo da minha trajetória como educador financeiro, aprendi uma coisa fundamental: planejar as finanças não é opcional, é essencial. Pessoas organizadas financeiramente atravessam melhor os imprevistos porque têm clareza sobre onde estão e para onde querem ir. Ajustar um caminho já traçado é sempre mais simples do que tentar recomeçar do zero.
Para mim, tudo começa com algo simples, mas poderoso: colocar no papel as despesas previstas para o ano.
Ter uma visão clara do que vem pela frente é o primeiro passo para não perder o controle do dinheiro ao longo de 2026. E, para quem nunca teve o hábito de planejar, o início do ano é o momento ideal para promover essa mudança de comportamento.
Gosto de usar planilhas e recomendo, porque facilitam o acompanhamento ao longo dos meses. Mas faço sempre um alerta: a verdadeira mudança não está na ferramenta, e sim na forma como lidamos com o dinheiro no dia a dia.
Uma das primeiras coisas que faço é listar todos os compromissos do ano: impostos como IPVA e IPTU, matrícula e material escolar, datas comemorativas e outros gastos previsíveis. Os valores podem mudar ao longo do caminho, mas ter uma estimativa ajuda — e muito — na organização.
Também não deixo de fora as parcelas de compras feitas anteriormente e que seguem ao longo do ano. Ignorar esse tipo de despesa é um erro comum e perigoso para o orçamento.
Outro ponto essencial é envolver a família.
Sempre defendo que o planejamento financeiro precisa ser compartilhado. Conversar com todos, inclusive com as crianças, sobre sonhos individuais e coletivos muda completamente a relação da família com o dinheiro. Viajar, trocar de carro, mudar de casa ou sair das dívidas são objetivos legítimos e devem ser tratados como prioridades, não como algo distante.
Depois disso, é hora de pesquisar.
Entender quanto custa cada sonho, fazer cotações e buscar as melhores opções transforma desejo em projeto. Planejamento é, acima de tudo, agir com antecedência.
Poupar também precisa ser feito de forma estratégica.
Não se trata apenas de guardar dinheiro, mas de escolher onde aplicar de acordo com o prazo de cada objetivo. Sonhos de curto prazo pedem investimentos mais conservadores; os de médio e longo prazo permitem alternativas que rendem melhor com o tempo. Essa adequação faz toda a diferença.
Outra etapa indispensável é reduzir despesas.
Sempre recomendo um diagnóstico financeiro detalhado: anotar tudo o que se gasta durante um mês e separar por categorias. Quase sempre encontramos desperdícios ou exageros que passam despercebidos. Ter consciência de para onde vai cada centavo é, sem dúvida, libertador.
Também costumo sugerir uma mudança importante na forma de montar o orçamento mensal.
Em vez de pagar todas as despesas e torcer para sobrar algo no fim do mês, o ideal é priorizar os sonhos. Primeiro, reserve o valor destinado a eles; depois, ajuste o padrão de vida ao que sobra. Essa inversão de lógica muda completamente a relação com o dinheiro.
E deixo um alerta final para quem está inadimplente.
Antes de negociar dívidas, é fundamental entender a causa do problema e saber exatamente quanto é possível pagar. Negociar sem clareza pode levar a novos atrasos e ainda mais frustração. A reeducação financeira é o verdadeiro ponto de virada para começar um novo ano com uma vida financeira mais saudável.
Planejar as finanças não significa abrir mão de viver, mas ganhar liberdade. Quando organizamos o dinheiro, ganhamos tranquilidade, consciência e a possibilidade real de transformar sonhos em conquistas.
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Quer saber mais sobre como organizar suas finanças, definir prioridades e manter o controle do dinheiro ao longo de 2026? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.
Um grande abraço,
Reinaldo Domingos
Presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (ABEFIN), PhD em Educação Financeira e criador da Metodologia DSOP. Autor de mais de 150 obras sobre o tema, incluindo o best-seller “Terapia Financeira”
https://www.dsop.com.br
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