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Chegadas e Partidas: O Trem que Traz Também Leva

Chegadas e partidas fazem parte da vida. Entenda como desapego, desidentificação e amor-próprio ajudam a atravessar despedidas sem culpa, encerrar relações com maturidade emocional e abrir espaço para conexões mais alinhadas com quem você se tornou.

Chegadas e Partidas: O Trem que Traz Também Leva

Chegadas e Partidas: O Trem que Traz Também Leva

A vida se move em ciclos.

Assim como o trem da canção, o mesmo trem que chega é o trem de partida. Ele traz encontros, histórias, promessas… e, no mesmo trilho, leva despedidas, encerramentos e silêncios necessários.

Nos relacionamentos de amor, de amizade ou de trabalho, vivemos constantemente esse movimento. Pessoas chegam para nos ensinar algo, para nos acompanhar por um tempo, para despertar partes nossas que ainda estavam adormecidas. E pessoas partem quando o ciclo se completa, quando a troca já cumpriu seu propósito ou então quando os caminhos simplesmente deixam de coincidir.

Nem toda partida é rejeição.

Nem toda chegada é permanência.

Existe uma maturidade emocional que se constrói quando compreendemos que nem tudo que amamos nos pertence. O apego excessivo às pessoas, às expectativas, às versões passadas de nós mesmos tende a nos aprisionar. Ele transforma o amor em medo, a presença em controle e o vínculo em dependência.


Deixar ir não é desistir. Deixar ir é respeitar o fluxo da vida.

Padre Fábio de Melo fala sobre a desidentificação. Nesse momento em que percebemos que já não somos mais aquilo que fomos, nem cabemos mais em certas relações, lugares ou papéis. A dor, muitas vezes, não está na perda em si, mas na tentativa de continuar sendo quem já não somos ou de manter por perto quem já não consegue mais caminhar conosco.

Quando há desidentificação, insistir é adoecer.

Aceitar é libertar.


Pessoas vão e vêm.

Situações se desfazem para que outras possam nascer em novos contextos, com novas pessoas, em outros tempos. Cada encerramento abre espaço e cada despedida limpa o terreno para que haja novas conexões mais alinhadas com quem nos tornamos.

E aqui entra o amor-próprio não como egoísmo, mas como responsabilidade emocional. Amar a si mesmo é ter coragem de dizer:

  • “Isso já não me faz bem.”
  • “Isso já não combina com a minha essência.”
  • “Eu mereço viver relações onde posso ser inteira.”

O amor-próprio nos ensina a não implorar permanências, a não negociar a própria dignidade e a confiar que aquilo que é verdadeiramente nosso não precisa ser forçado.

Às vezes, a vida nos pede apenas isso: descer do trem errado, esperar na plataforma com o coração aberto e confiar que outros trens virão.

Alguns trarão trabalho, outros amor, outros amizades profundas. Mas todos trarão aprendizado.

Que saibamos honrar as chegadas, agradecer as partidas e seguir viagem conscientes, mais livres e mais fiéis a nós mesmos.


Gostou do artigo?

Quer saber mais sobre como lidar com chegadas e partidas na vida, sem perder a si mesmo? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Até o próximo artigo!

Márcia Rosa
https://www.marciarosaconsultoria.com.br

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Márcia Rosa Author
Márcia Rosa, fundadora da Márcia Rosa Consultoria, gestora de conflitos, mediadora judicial e extrajudicial, advogada colaborativa, especialista em pequenos negócios e empresas familiares, negociadora por Havard, mentora de relacionamento e comunicação, consteladora e outras formas de práticas integrativas e complementares, coordenadora e professora de cursos de pós-graduação LATO SENSU e colaboradora do projeto de Extensão da Universidade Federal do Rio de Janeiro denominado Corpo & Mente em parceria com o Hospital Universitário para atendimento aos pacientes psiquiátricos encaminhados para exercícios terapêuticos, Autora de obras e artigos.
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