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Saúde Mental no Ambiente de Trabalho: Um Pilar Estratégico para Pessoas e Negócios

A saúde mental no ambiente de trabalho deixou de ser periférica e se tornou um pilar estratégico para pessoas e negócios. Descubra como cultura, liderança humanizada, políticas claras e programas de bem-estar impulsionam produtividade, engajamento, retenção de talentos e resultados.

Saúde Mental no Ambiente de Trabalho: Um Pilar Estratégico para Pessoas e Negócios

Saúde Mental no Ambiente de Trabalho: Um Pilar Estratégico para Pessoas e Negócios

A saúde mental no ambiente de trabalho deixou de ser um tema periférico para se tornar uma prioridade estratégica nas organizações. Em um cenário marcado por mudanças rápidas, alta competitividade, transformação digital e pressão por resultados, cuidar do bem-estar emocional dos colaboradores não é apenas uma questão de responsabilidade social, mas também de sustentabilidade e performance organizacional.

Mais de 1 bilhão de pessoas vivem com transtornos de saúde mental, segundo novos dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com condições como ansiedade e depressão impondo enormes custos humanos e econômicos.

Ainda segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão e a ansiedade geram perdas globais estimadas em 1 trilhão de dólares por ano em produtividade, evidenciando que o cuidado com a saúde mental também é um tema econômico.

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, disse:

“Investir em saúde mental significa investir em pessoas, comunidades e economias – um investimento que nenhum país pode se dar ao luxo de negligenciar. Todo governo e todo líder têm a responsabilidade de agir com urgência e garantir que a atenção à saúde mental seja tratada não como um privilégio, mas como um direito básico de todos.”

Nota-se que os efeitos causados por problemas de saúde mental é algo mundial, e devem ser atacados de forma global por programas de saúde pública de cada país, pelas empresas e por mudanças de hábitos de cada indivíduo a partir da maior conscientização.


O ambiente de trabalho é onde as pessoas passam mais tempo, então requer atenção especial para que mantenham seu equilíbrio emocional, psicológico e social.


O adoecimento mental pode ocorrer de diversas formas: estresse crônico, ansiedade, depressão, síndrome de burnout e outros transtornos relacionados ao trabalho, massa a grande maioria das pessoas prefere não se expor e sofrem silenciosamente, muitas vezes sendo incompreendidas pela empresa e demais colegas e normalmente são manifestadas pelo aumento do absenteísmo e do presenteísmo, queda de produtividade e engajamento, aumento de erros, acidentes e conflitos, elevação do turnover, gerando custos com afastamentos, prejuízos à imagem e ao clima organizacional e sofrimento psicológico.


Para evitar que o clima organizacional chegue a tal ponto é fundamental que as empresas façam ações contínuas e monitorem seus indicadores.


1. Cultura organizacional

Um ambiente saudável se constrói por meio de uma cultura de respeito, inclusão e confiança, onde as pessoas sejam ouvidas e a segurança psicológica percebida pelos colaboradores.

Para alcançar este objetivo é fundamental que as ações sejam consistentes, contínuas e o debate do tema saúde mental seja normalizado para minimizar os estigmas decorrentes de preconceitos ou receios de rótulos, de forma que as pessoas se sintam seguras para buscar apoio ou denunciar abusos.

2. Políticas claras

A partir de um posicionamento da empresa, é fundamental a criação de políticas claras, amplamente comunicadas e focadas na saúde física e mental dos colaboradores que incluem os benefícios, flexibilidade de horários, ergonomia e quesito que atendam as principais normas regulamentadoras: NR 1 e NR 17.

Modelos de home office híbrido têm impacto significativo, já que empresas com jornadas flexíveis registram três vezes menos turnover. Além disso, incentivar pausas obrigatórias para descanso e atividades físicas melhora a disposição e saúde mental dos funcionários.

3. Liderança Humanizada

As lideranças são os atores que disseminam a cultura de uma organização, assim, é fundamental treinar os gestores para serem empáticos e acolhedores, bem como, que saibam identificar sinais de alerta, como isolamento, irritabilidade e queda de produtividade.

Uma liderança humanizada atinge os resultados que a empresa necessita, ao mesmo tempo que respeita limites substituir cobranças agressivas por alinhamento de prioridades e reconhecimento público, criando metas realistas e feedback humanizado.

4. Programas de Bem-Estar

Uma das ações práticas que melhor promovem a saúde mental nas organizações são os Programas de Bem-estar, como:

  • Criar espaços de descompressão para que os colaboradores possam relaxar e desconectar em horários específicos, seja por meio de jogos, massagens, leitura ou até dormir;
  • Parcerias com empresas que incentivem a atividade física: Academias, Escolas de Dança, etc. Implementação da Ginástica Laboral e/ou Quick Massage em horários específicos;
  • Incentivo à alimentação saudável e balanceada nos refeitórios ou conscientização dos colaboradores em relação ao tema, bem como, organização dos coffees cm produtos saudáveis e opções sem açúcar, sem lactose e sem glúten;
  • Acesso a apoio psicológico, psiquiatras ou canais de acolhimento e até facilitação de acesso a medicamentos.
5. Conscientização

Promover o debate contínuo por meio de palestras, workshops, rodas de conversa, promoção da diversidade, inclusão e segurança psicológica, treinamentos sobre saúde emocional, gestão do estresse, gestão do tempo, mindfulness, ergonomia, educação Financeira e inteligência emocional

O debate deve ser contínuo, mas, como oportunidade há datas específicas que o tema ganha força, como o Janeiro Branco, campanha nacional de promoção á saúde mental, mas, não pode ser o único momento em que a sua empresa fala sobre saúde mental. Ele pode sim ser o ponto de partida para um ano inteiro de decisões mais conscientes dentro das organizações

6. Gestão e Monitoramento 

Todo programa precisa ter indicadores e métricas claras para permitir, criar ações, definir ou ajustar rotas, bem como medir o próprio sucesso do programa. 

Em se tratando de programas de saúde mental, esta lógica é a mesma e pode ser feita por meio de: 

  • Clima e satisfação: eNPS, segurança psicológica, percepção de carga de trabalho;
  • Canais de denúncia: acesso e informações dos canais de denúncia;
  • Absenteísmo e presenteísmo: faltas, afastamentos e sinais de queda de foco;
  • Rotatividade e mobilidade: desligamentos voluntários e internos por área/líder;
  • Uso de benefícios de saúde: adesão a programas de apoio, telepsicologia, sinistralidade.

Empresas que investem em saúde mental colhem resultados consistentes: maior engajamento, retenção de talentos, inovação, produtividade e reputação positiva no mercado. Colaboradores saudáveis emocionalmente trabalham melhor, colaboram mais e se sentem pertencentes à organização.

Cuidar da saúde mental no ambiente de trabalho é, portanto, um compromisso ético e uma decisão estratégica. Organizações que colocam as pessoas no centro constroem ambientes mais humanos, sustentáveis e preparados para os desafios do futuro.

E então gostou do conteúdo? Conte para nós o que você tem feito na sua organização em relação ao tema? Não começou, precisa de ajuda, conte com nossa experiência para lhe apoiar na construção do programa, bem como palestras e workshops em relação ao tema.  


Gostou do artigo? 

Quer saber mais sobre como a saúde mental no ambiente de trabalho se tornou um pilar estratégico para pessoas e negócios? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Luciano Amato
http://www.trainingpeople.com.br/

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Pós-Graduado em Tecnologia Assistiva pela Fundação Santo André. Pós-graduado em Psicologia Organizacional pela UMESP e Graduado em Psicologia pela UNIMARCO. Extensão em Gestão de Diversidade pela PUC. Credenciado em Holomentoring, Coaching e Advice pelo Instituto Holos. Formação em Coaching Profissional pela Crescimentum. Formação em Facilitação Digital pela Crescimentum, Formação em RH e Mindset Ágil pela Crescimentum. Formado como analista DISC.Vivência de 30 anos na área de RH em empresas como Di Cicco., Laboratório Delboni Auriemo, Wal Mart, Compugraf, Mestra Segurança do Trabalho.Atualmente é Diretor da TRAINING PEOPLE responsável pela estratégia e coordenação de equipe multidisciplinar especializada em temas como Diversidade, Liderança e Gestão, Vendas, Educação Financeira, Comunicação. Professor do MBA de “Inteligência Artificial Aplicada a Gestão de Pessoas e Negócios” da Anhanguera EducacionalPresidente e Fundador do Instituto Bússola Jovem, projeto social com foco em jovens em situação de vulnerabilidade social que tem por missão transformar vidas através da Educação, Empregabilidade, Orientação de Carreira e Saúde Mental.Colunista da plataforma de desenvolvimento Cloud Coaching. Coautor dos livros: Segredos do sucesso: da teoria ao topo. Gestão Humanizada de Pessoas. O Matuto Corporativo. Coordenador e coautor dos livros Diversidade em suas dimensões – Volume I, II e III. Professor de MBA da FIAP da disciplina de Diversidade, Equidade e Inclusão.
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