fbpx

Por que é importante falar sobre diversidade de forma transparente e direta?

A Diversidade é nossa essência. A mera compreensão deste contexto deveria fazer com que a sociedade lidasse melhor com as diferenças, inclusive usufruindo os benefícios de tamanha riqueza, mas as pessoas ainda têm dificuldade.

Por que é importante falar sobre diversidade de forma transparente e direta?

Por que é importante falar sobre diversidade de forma transparente e direta?

Estudo Diversidade há mais de 15 anos, o que me fez compreender a importância de construir uma sociedade mais justa e inclusiva e hoje eu quero te convidar a conhecer dados e fazer algumas reflexões.

Por que é importante falar sobre diversidade de forma diretiva e com transparência?

O Brasil é um país gigante, a 5ª maior área territorial do mundo e 220 milhões de pessoas com vivências, culturas, gostos, exigências, pontos de vista, biotipos, raças, etnias, gêneros, orientação-afetiva, identidade de gênero, condições físicas, sociais, localizações geográficas, comportamentos, personalidades diversas.

A Diversidade é nossa essência. A mera compreensão deste contexto deveria fazer com que a sociedade lidasse melhor com as diferenças. Inclusive usufruindo os benefícios de tamanha riqueza, mas as pessoas ainda têm dificuldade.

A verdade é que a sociedade foi construída através de uma cultura de privilégios onde alguns grupos foram priorizados em detrimento de outros. E assim gradativamente a “balança” foi pendendo mais para um lado do que para outro, tornando-a desigual.

Com receio de perder seu espaço, algumas pessoas, que pertencem a grupos privilegiados, sentiram-se confortáveis e negam a existência de preconceitos ou a necessidade de ações equitativas para conseguirmos um equilíbrio social.

Recentemente, um colega me disse que entendia e apoiava as ações em prol da Equidade, porém na sua percepção, em alguns momentos, as comunidades de grupos minorizados “pesavam a mão” e acreditava que a melhor forma de combater as desigualdades era falar de valores, como por exemplo: respeito e empatia, do que propriamente das particularidades de cada grupo.

Como sempre adoto uma postura educadora e procuro fazer as pessoas refletirem, pois acredito que desta forma as mudanças são mais verdadeiras.

E o incentivei a refletir sobre qual o motivo do incômodo de falar sobre os grupos minorizados, pois quando falo diretamente sobre suas particularidades e penso em soluções falo também de respeito e empatia, porém o inverso não deixa claro a quem devo respeitar.

E por fim a refletir sobre o quanto a “mão vem pesando” ao longo dos anos para os grupos minorizados quando:

Uma pessoa negra ocupa 5,3% dos cargos executivos das 500 maiores empresas, apesar de representarem 54% da população, segundo estudo do BID e do instituto Ethos. Quando representam 76% da população mais pobre ou parados mais frequentemente em batidas policiais ou seguidos em estabelecimentos comerciais.

As mulheres ocupam 45% dos cargos de liderança e recebem 25% menos, apesar de terem nível de escolaridade maior na média. São assediadas nas empresas ou em espaços públicos. Em média, uma mulher foi assassinada a cada 6 horas no País por ser mulher, segundo os números do Monitor da Violência de 2022.

Pessoas com deficiência ainda sofrem resistências de contratação mesmo com a garantia da Lei de Cotas após 31 anos de vigência. Apesar da Lei de Acessibilidade estar vigente desde 2008, são poucos os prédios públicos e privados que são acessíveis ou têm pessoas treinadas para atender este público.

35% dos profissionais LGBTQIAP+ já sofreram algum tipo de discriminação no trabalho. 60% não se sentem seguros em expor sua orientação afetiva. E o Brasil é o País que mais mata LGBTQIAP+ por motivo de sua orientação e /ou identidade de gênero.

Que apesar de termos 54 milhões de brasileiros acima de 50 anos e a expectativa de vida estar aumentando,  ainda existem tabus a respeito da contratação de pessoas nessa faixa etária no mercado de trabalho.

Estes números mostram que, apesar da constituição garantir que Todos são iguais perante a lei”..  no seu artigo 5º, ainda há muito que se caminhar.

Todas estas situações mostram que por muito tempo a balança pende para um lado e a mão pesada estagna. Ela está presente na vida de muitas pessoas que não fazem parte dos grupos privilegiados.

O QUE FAZER ENTÃO PARA EQUALIZAR AS OPORTUNIDADES?

Reconhecer que somos seres únicos, então, não somos todos iguais e que é preciso ajustar esse “desequilíbrio”. Se nosso objetivo é garantir que as pessoas desfrutem das mesmas oportunidades, não podemos deixar de considerar as diferenças individuais.

Importante também termos a consciência de que cada pessoa tem experiências únicas que a constroem como individuo, assim, não é possível sentir o que o outro sente. Mas precisamos ouvir, conversar, perguntar, estar aberto a compreender estas diferenças, respeitá-las.

Quanto mais falarmos a respeito, entendermos que a diversidade é importante, buscarmos informações em fontes seguras e praticarmos a escuta ativa, mais contribuiremos para um ambiente inclusivo e saudável para todos.

A Diversidade, equidade e inclusão devem ser pilares inegociáveis. É uma ação contínua que tem um ponto de partida, mas não tem um ponto de chegada e todos nós fazemos parte desta construção.

Curta, comente, compartilhe e aguarde o próximo artigo

Gostou do artigo? Quer conversar mais sobre por que é importante falar sobre diversidade? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar com você a respeito deste tema. .

Luciano Amato
http://www.trainingpeople.com.br/

Confira também: Janeiro, mês da Visibilidade Trans: Um Marco Histórico

 

Pós-Graduado em Tecnologia Assistiva pela FMABC/ ITS/ Fundação Don Carlo Gnocchi. Pós-graduado em Psicologia Organizacional pela UMESP e Graduado em Psicologia pela UNIMARCO. Extensão em Gestão de Diversidade pela PUC. Credenciado em Holomentoring, Coaching e Advice pelo Instituto Holos. Formação em Coaching Profissional pela Crescimentum. Formação em Facilitação Digital pela Crescimentum, Formação em RH e Mindset Ágil pela Crescimentum. Formado como analista DISC. Vivência de 30 anos na área de RH em empresas como Di Cicco., Laboratório Delboni Auriemo, Wal Mart, Compugraf, Mestra Segurança do Trabalho. Presidente e Fundador do Instituto Bússola Jovem (2016 a 2025), projeto social com foco em jovens em situação de vulnerabilidade social que tem por missão transformar vidas através da Educação, Empregabilidade, Orientação de Carreira e Saúde Mental. Atualmente é Diretor da TRAINING PEOPLE, empresa especializada em Implantação de Programas de Diversidade, Equidade e Inclusão que atua em 3 frentes: Processos, Ambiente e Pessoas por meio de projetos de consultorias especializadas, palestras, treinamentos e jogos corporativos. Professor do MBA de “Inteligência Artificial Aplicada a Gestão de Pessoas e Negócios” da Anhanguera Educacional, disciplinas de Diversidade e Inclusão e Segurança Psicológica. Professor do MBA da FIAP de Gestão Estratégica de Negócios da disciplina de Diversidade, Equidade e Inclusão. Coordenador do MBA Executivo de Diversidade Estratégica e Cultura Inclusiva na Anhanguera Educacional. Colunista da plataforma de desenvolvimento Cloud Coaching. Coautor dos livros: Segredos do sucesso: da teoria ao topo. Gestão Humanizada de Pessoas. O Matuto Corporativo. Coordenador e coautor dos livros Diversidade em suas dimensões – Volume I, II e III.
follow me
Neste artigo


Participe da Conversa