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Terceirizados e os impactos na experiência do cliente

Ao optar pela terceirização, a empresa deve estar atenta à qualificação do fornecedor principalmente em relação à qualidade e à experiência do cliente.

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Terceirizados e os impactos na experiência do cliente

Um contrato de trabalho muito comum é a terceirização, onde mediante contrato de prestação de serviços, uma empresa intermedia as atividades de uma ou mais áreas de outra empresa com a cessão de funcionários. Neste caso a relação de emprego se faz entre o trabalhador e a empresa prestadora de serviços, e não diretamente com o contratante tomador de serviços.

Em 31 de março de 2017 entrou em vigência a Lei 13.429 que versa sobre Terceirização e dentre outras regulamentações, permitiu que empresas terceirizem as atividades fins.

Há correntes que defendem a terceirização de mão de obra como uma forma de reduzir custos, gerar flexibilidade, agilidade nos processos pela possibilidade de focar no Core Business da empresa. E outras que veem a terceirização como precarização da relação de trabalho e perda de direitos trabalhistas.

Sem fazer juízo de valor sobre as vantagens e desvantagens da terceirização, ao optar pelo modelo de trabalho, a empresa deve estar atenta para a qualificação do fornecedor. Qual a qualidade dos serviços prestados? Porte de clientes que atende? Buscar depoimentos de clientes e até dos próprios terceirizados com a finalidade de avaliar como a empresa lida com seus clientes em casos de crise, e com seus colaboradores, pois se a relação não for saudável impactará na sua motivação quando estiver em serviço.

Outro ponto, é avaliar o quanto a fornecedora está alinhada à cultura e valores da organização, bem como, sua saúde financeira e fiscal. Lembre-se que a operacionalização de encargos trabalhistas, estará a cargo dela, porém, existe corresponsabilidade e a criação de passivo trabalhista se o pagamento dos encargos não for feito.

Escolher uma empresa fornecedora apenas considerando redução de custos, pode ser um “tiro no pé”, uma vez que qualidade tem custo e quem quer qualidade precisa investir.

A partir da escolha criteriosa da fornecedora, chegamos à etapa do processo seletivo onde o perfil deve estar alinhado entre ambas para garantir a qualificação da mão de obra. Feita a contratação é imprescindível que o terceiro participe do programa de integração para conhecer a cultura e valores da empresa contratante.

Sempre que houver programas de treinamentos pertinentes a função do terceirizado ou relacionado à cultura da organização é importante considerar sua participação.

Digo isto porque é comum as empresas não incluírem colaboradores terceirizados em treinamentos ou outras ações justificando custos e delegando a responsabilidade da capacitação à empresa terceira. A meu ver, um erro.

A terceirização é um modelo de contratação, uma relação entre duas empresas, mas para o cliente não é visível e, numa linha de frente, aquele colaborador representa a empresa e qualquer atitude positiva ou negativa será vinculada à imagem da companhia que o cliente escolheu para ter sua experiência.

Quando a experiência do cliente é positiva, todos saem no lucro, mas quando é negativa as manchas na marca podem ser bastante graves e até irreversíveis.

O caso mais recente é do assassinato de João Alberto Silveira Freitas, cliente do Carrefour, que após se desentender com uma caixa, foi acompanhado até o estacionamento e foi morto numa briga com 2 seguranças terceirizados.

Apesar do nome da empresa terceira ter sido citado nas reportagens, o dano maior foi para a marca Carrefour que teve estabelecimentos vandalizados, boicote à marca com direito à manifestação do CEO na França e pronunciamento do Presidente e Vice Presidente de RH no Brasil em horário nobre da TV. Além disso, houve destinação de R$ 25 milhões para promover a inclusão racial e combate ao racismo e, mesmo assim, a marca foi bastante manchada.

Neste momento não adianta justificar que o funcionário é da empresa terceirizada. Este tipo de argumento só piora a situação, pois mostra descompromisso e fuga da responsabilidade.

A dica de ouro é: considere, trate, treine, cobre postura e alinhamento à cultura e valores do colaborador terceirizado da mesma forma que os funcionários com relação de trabalho direta.

Gostou do artigo sobre terceirização e os impactos na experiência do cliente? Quer saber mais? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Luciano Amato
http://www.trainingpeople.com.br/

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Pós-Graduado em Tecnologia Assistiva pela FMABC/ ITS/ Fundação Don Carlo Gnocchi. Pós-graduado em Psicologia Organizacional pela UMESP e Graduado em Psicologia pela UNIMARCO. Extensão em Gestão de Diversidade pela PUC. Credenciado em Holomentoring, Coaching e Advice pelo Instituto Holos. Formação em Coaching Profissional pela Crescimentum. Formação em Facilitação Digital pela Crescimentum, Formação em RH e Mindset Ágil pela Crescimentum. Formado como analista DISC. Vivência de 30 anos na área de RH em empresas como Di Cicco., Laboratório Delboni Auriemo, Wal Mart, Compugraf, Mestra Segurança do Trabalho. Presidente e Fundador do Instituto Bússola Jovem (2016 a 2025), projeto social com foco em jovens em situação de vulnerabilidade social que tem por missão transformar vidas através da Educação, Empregabilidade, Orientação de Carreira e Saúde Mental. Atualmente é Diretor da TRAINING PEOPLE, empresa especializada em Implantação de Programas de Diversidade, Equidade e Inclusão que atua em 3 frentes: Processos, Ambiente e Pessoas por meio de projetos de consultorias especializadas, palestras, treinamentos e jogos corporativos. Professor do MBA de “Inteligência Artificial Aplicada a Gestão de Pessoas e Negócios” da Anhanguera Educacional, disciplinas de Diversidade e Inclusão e Segurança Psicológica. Professor do MBA da FIAP de Gestão Estratégica de Negócios da disciplina de Diversidade, Equidade e Inclusão. Coordenador do MBA Executivo de Diversidade Estratégica e Cultura Inclusiva na Anhanguera Educacional. Colunista da plataforma de desenvolvimento Cloud Coaching. Coautor dos livros: Segredos do sucesso: da teoria ao topo. Gestão Humanizada de Pessoas. O Matuto Corporativo. Coordenador e coautor dos livros Diversidade em suas dimensões – Volume I, II e III.
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