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Como os vieses inconscientes podem afetar a sua relação com o cliente

Mesmo quando não expressamos de forma explícita, nossas atitudes e olhares são percebidos e podem gerar insatisfação e conflitos.

vieses inconscientes

Antes de entrar neste tema é preciso esclarecer alguns conceitos. O primeiro deles: o que são vieses inconscientes?

Segundo o professor Antônio Pereira, neurocientista do Rio Grande do Norte integrante do Projeto Implícito — uma organização colaborativa sem fins lucrativos que estuda o tema — vieses inconscientes são mecanismos do cérebro humano explicados pela neurociência como resultantes da formação e organização cerebral, baseadas tanto em nossas experiências e ambientes de vida quanto em uma herança ancestral e primitiva.

Vieses inconscientes então são ideias preconcebidas que criamos em relação a algo, a uma pessoa, a um grupo. Por serem camadas que se formam e se sedimentam ao longo de nossas vidas tornam-se naturais para cada indivíduo e são inevitáveis, porém, quando manifestado causa prejuízo às relações, sociedade e ambiente empresarial.

Segundo estudos da neurociência, num movimento automático, julgamos uma outra pessoa em 3 segundos, ou seja, muito antes de conversar com alguém já fizemos um juízo de valor.

Sabe aquele momento em que você olha alguém pela primeira vez e pensa: “Hummm não sei o que é, mas eu não gosto daquela pessoa!!!” ou o inverso, por algum motivo você se identifica? São nossos vieses em ação baseado numa análise sem dados e sem filtro que nosso cérebro faz automaticamente.

Há um número bastante elevado de vieses inconscientes. Buster Benson, por exemplo, chegou a listar 188 tipos de vieses cognitivos. Para este artigo vou me ater somente a alguns:

Viés de percepção

Acontece quando as pessoas acreditam e legitimam um estereótipo sem base concreta em fatos. Por exemplo, algumas pessoas podem acreditar que por estar vestido com uma roupa mais confortável do dia a dia um cliente não tem potencial de compra e outro por estar vestido mais formal tem e assim priorizar mais um cliente em detrimento de outro.

Viés confirmatório

É a tendência em confirmar nossas hipóteses e ignorar informações que coloquem em cheque nossas crenças, ou seja, por alguma experiência, preconceito à pessoa já tem um conceito/estereótipo formado a respeito de alguém ou de um grupo e informações contrárias são colocadas em segundo plano ou até mesmo descartadas.

Viés de Halo ou Auréola

Demonstra nossa propensão a avaliar algo ou alguém de forma positiva (ou negativa) quando recebemos uma informação agradável (desagradável) antes de o conhecermos propriamente.

Percebemos que nos exemplos de vieses, citados acima, ficam bastante evidentes os conceitos preconcebidos por nosso cérebro mediante as experiências de vida, mas que não necessariamente condizem com a verdade dos fatos.

É comum que as pessoas construam vieses em relação à diversas características (visíveis ou invisíveis) dos demais, sejam ela o gênero, raça, orientação sexual, deficiência, identidade de gênero, origem, religião, características físicas, aparências, dentre outros.

Mesmo quando não expressamos de forma explícita, nossas atitudes e olhares são percebidos e podem gerar insatisfação e conflitos, então é preciso ficar atento.

Por ser um processo inconsciente, a mudança é mais árdua, pois toda mudança ocorre através da consciência. Para minimizar seus efeitos é preciso trabalhar incessantemente os colaboradores. Ir além das técnicas de excelência no atendimento ao cliente e processos de trabalho.

É preciso gerar esta consciência e a importância de colocar estes comportamentos em prática, através de workshops de vieses inconscientes. Ensinar a definir critérios claros para a tomada de decisão e estar atento a sinais sutis.

Quanto mais conscientes estivermos, mais chances teremos de atingir um nível de excelência realmente eficaz.

Luciano Amato
http://www.trainingpeople.com.br/

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Pós-Graduado em Tecnologia Assistiva pela FMABC/ ITS/ Fundação Don Carlo Gnocchi. Pós-graduado em Psicologia Organizacional pela UMESP e Graduado em Psicologia pela UNIMARCO. Extensão em Gestão de Diversidade pela PUC. Credenciado em Holomentoring, Coaching e Advice pelo Instituto Holos. Formação em Coaching Profissional pela Crescimentum. Formação em Facilitação Digital pela Crescimentum, Formação em RH e Mindset Ágil pela Crescimentum. Formado como analista DISC. Vivência de 30 anos na área de RH em empresas como Di Cicco., Laboratório Delboni Auriemo, Wal Mart, Compugraf, Mestra Segurança do Trabalho. Presidente e Fundador do Instituto Bússola Jovem (2016 a 2025), projeto social com foco em jovens em situação de vulnerabilidade social que tem por missão transformar vidas através da Educação, Empregabilidade, Orientação de Carreira e Saúde Mental. Atualmente é Diretor da TRAINING PEOPLE, empresa especializada em Implantação de Programas de Diversidade, Equidade e Inclusão que atua em 3 frentes: Processos, Ambiente e Pessoas por meio de projetos de consultorias especializadas, palestras, treinamentos e jogos corporativos. Professor do MBA de “Inteligência Artificial Aplicada a Gestão de Pessoas e Negócios” da Anhanguera Educacional, disciplinas de Diversidade e Inclusão e Segurança Psicológica. Professor do MBA da FIAP de Gestão Estratégica de Negócios da disciplina de Diversidade, Equidade e Inclusão. Coordenador do MBA Executivo de Diversidade Estratégica e Cultura Inclusiva na Anhanguera Educacional. Colunista da plataforma de desenvolvimento Cloud Coaching. Coautor dos livros: Segredos do sucesso: da teoria ao topo. Gestão Humanizada de Pessoas. O Matuto Corporativo. Coordenador e coautor dos livros Diversidade em suas dimensões – Volume I, II e III.
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