Saúde Mental: Cuidados e Ações Práticas que Protegem e Geram Resultados
O Setembro Amarelo destaca globalmente a relevância da prevenção ao suicídio e do cuidado com o bem-estar emocional. No contexto corporativo, a data ganha ainda mais peso. Afinal, a rotina de prazos, a sobrecarga e a pressão por resultados impactam diretamente a saúde mental dos colaboradores. Por isso, exigem das empresas uma postura proativa, humanizada e alinhada à regulamentação.
Cuidar da saúde emocional deixou de ser apenas uma iniciativa voluntária de responsabilidade social e passou a integrar o cumprimento das normas trabalhistas. A Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) estabelece as diretrizes para o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Ela exige que as organizações identifiquem, avaliem e controlem os riscos psicossociais no ambiente de trabalho — como assédio, sobrecarga de tarefas e jornadas exaustivas.
Dessa forma, inserir a prevenção e o suporte emocional na rotina da empresa alinha a organização às exigências legais. A medida também contribui para reduzir o surgimento de patologias ocupacionais relacionadas ao estresse.
Desconsiderar os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho afeta tanto o indivíduo quanto a estabilidade da operação:
- Esgotamento e ansiedade: Quadros de burnout e estresse crônico comprometem a capacidade cognitiva, o foco e a tomada de decisão;
- Absenteísmo e presenteísmo: Aumento de afastamentos médicos e permanência física do funcionário no posto de trabalho sem condições psíquicas de produção;
- Clima organizacional fragilizado: Ambientes sem segurança psicológica registram altos índices de rotatividade (turnover) e perda de talentos.
Para estruturar o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) alinhado à NR-1 e ao espírito do Setembro Amarelo, as empresas podem adotar medidas integradas, a saber:
- Mapeamento de riscos psicossociais: Avaliação periódica das condições de trabalho, volumes de demanda e dinâmicas de equipe para mitigar fatores geradores de estresse;
- Sensibilização e capacitação: Promoção de palestras, treinamentos e workshops com profissionais especializados para ensinar a identificar sinais de sofrimento mental, orientar gestores sobre escuta empática e desmistificar os cuidados psicológicos;
- Rodas de conversa e grupos de apoio: Ambientes mediados por especialistas para troca de experiências e fortalecimento do suporte comunitário interno;
- Programas de Apoio ao Empregado (PAE): Oferta de canais confidenciais para orientação psicológica, jurídica e financeira, além de parcerias com plataformas de terapia;
- Divulgação de canais de emergência: Informação clara sobre o fluxo de atendimento interno e serviços públicos gratuitos, como o Centro de Valorização da Vida (CVV – Ligue 188).
Adoecer mentalmente não é uma falha individual, e o ambiente de trabalho desempenha um papel determinante na proteção do indivíduo.
Por isso, a implementação destas ações no Setembro Amarelo — mantidas como prática contínua — consolida o compromisso da organização com a legislação, a segurança psicológica e a valorização da vida.
Se este artigo sensibilizou você e precisa de apoio para implementar ações efetivas em relação à saúde mental, conte conosco. Temos uma equipe especializada neste tema.
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Luciano Amato
http://www.trainingpeople.com.br/
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E se a Vida Parasse Você Hoje? A Importância de Pausar, Rever Prioridades e Cuidar de Si
Recentemente, a vida me parou sem avisar, sem perguntar se era um bom momento, sem esperar que meus planos estivessem concluídos ou que minha agenda tivesse espaço para o inesperado. De repente, precisei mudar tudo, rever compromissos, reorganizar minha rotina e enfrentar um momento diferente daquele que eu havia imaginado.
E foi justamente aí que comecei a enxergar algumas situações com mais clareza. Em um primeiro momento, olhei para tudo aquilo que a pausa estava interrompendo. Depois, comecei a perceber o que ela estava me mostrando, e essa mudança de olhar fez toda a diferença. Porque a vida nem sempre acontece como planejamos. Mas, mesmo diante do inesperado, ainda podemos escolher como queremos atravessar e quem queremos ser depois disso.
Vivemos fazendo planos: planejamos o amanhã, a próxima semana, projetos, a carreira, as viagens e os sonhos. Criamos metas, compromissos e prazos e, sem perceber, começamos a viver como se o futuro estivesse garantido, até que alguma coisa acontece e muda tudo. Foi o que vivi recentemente. Precisei aceitar que algumas coisas poderiam esperar, que determinados planos teriam de mudar e que nem tudo dependia da minha vontade.
Naquele momento, mais importante do que continuar fazendo era compreender como eu queria continuar vivendo. Foi quando algumas perguntas começaram a ocupar o lugar das certezas: o que realmente importa para mim agora? Os objetivos que eu perseguia continuam fazendo sentido? Onde estou colocando meu tempo, minha energia e minha presença? Quais prioridades precisam mudar? Talvez não tenhamos respostas imediatas para essas perguntas. Eu também não tive, mas começar a fazê-las já muda alguma coisa dentro de nós.
A pausa pode revelar o que a pressa esconde.
Vivemos em uma sociedade que valoriza estar em movimento, produzir, realizar, entregar, avançar e conquistar. Somos reconhecidos pelo quanto fazemos e, muitas vezes, esquecemos de perguntar como estamos.
A agenda cheia tornou-se quase um símbolo de importância. Mas será que tudo o que ocupa nosso tempo merece, de fato, ocupar a nossa vida? Minha pausa me fez pensar muito sobre isso. Percebi que algumas urgências não eram tão urgentes, que determinados compromissos poderiam esperar e que alguns objetivos poderiam ser revistos. Também percebi que existem coisas essenciais que não deveriam precisar disputar espaço, como a nossa saúde, as pessoas que amamos, nossos afetos, sonhos, presença, nós mesmas.
Talvez uma das grandes contradições do nosso tempo seja esta: estamos tão ocupadas construindo a vida que desejamos que, às vezes, nos esquecemos de viver a vida que já temos. E aqui quero falar especialmente com as mulheres.
Quantas vezes continuamos mesmo quando estamos cansadas?
Cuidamos da família, dos filhos, dos pais, do trabalho, da casa, dos projetos, das equipes e das pessoas ao nosso redor. Acolhemos, resolvemos, organizamos, antecipamos as necessidades e quase sempre encontramos espaço para mais uma responsabilidade. Mas nem sempre encontramos espaço para nós mesmas. Aprendemos que precisamos dar conta. Que precisamos ser fortes. Que podemos continuar.
E talvez por isso seja difícil reconhecer quando precisamos diminuir o ritmo. Minha experiência recente me trouxe uma pergunta que considero importante compartilhar: por que tantas de nós precisamos chegar ao limite para nos colocarmos como prioridade? Não deveríamos precisar de uma interrupção para perceber que também precisamos de cuidado.
Não deveríamos sentir culpa por desacelerar, nem acreditar que escolher a nós mesmas significa deixar de cuidar de quem amamos. Talvez uma das formas mais importantes do protagonismo feminino seja justamente aprender a reconhecer que eu também importo e que meu tempo, minha saúde, meus sonhos, minha presença e a vida que desejo viver importam. E talvez precisemos deixar de perguntar apenas “Quem precisa de mim?” para começar a perguntar também “Do que eu preciso neste momento da minha vida?” Essa não é uma pergunta egoísta. É uma pergunta necessária.
Não romantizo as pausas.
Nem toda interrupção traz imediatamente uma resposta, nem toda dificuldade vem acompanhada de um aprendizado evidente. Há momentos difíceis, marcados por medo, incertezas e situações que gostaríamos de não enfrentar. Por isso, não acredito que precisemos agradecer por tudo aquilo que nos acontece, mas acredito profundamente na nossa capacidade de decidir o que faremos com aquilo que nos acontece.
Essa talvez seja uma das maiores expressões de protagonismo: não controlar todos os capítulos da nossa história, mas continuar participando da escrita mesmo quando a vida muda o roteiro. Foi isso que comecei a compreender novamente. Eu não poderia mudar o fato de que precisava parar. Mas poderia decidir como viveria aquela pausa. Poderia apenas esperar que tudo passasse para voltar exatamente à vida de antes ou poderia aproveitar aquele momento para me perguntar: Eu quero voltar exatamente para a vida de antes?
Essa pergunta foi poderosa para mim. Talvez a questão não seja voltar, mas seguir diferente. Quando alguma coisa interrompe nossa trajetória, nosso primeiro desejo costuma ser voltar à normalidade. Hoje, penso diferente: talvez algumas experiências não aconteçam para que voltemos iguais, mas nos convidem a seguir de outra maneira. Foi assim que encontrei a oportunidade de rever meus objetivos, encontrar novos sentidos e reorganizar minhas prioridades.
Percebi que algumas coisas ainda são importantes para mim, outras nem tanto, e algumas prioridades que estavam sendo adiadas precisam, definitivamente, ocupar outro lugar na minha vida. Não porque deixei de ter sonhos. Muito pelo contrário: talvez eu esteja aprendendo a escolher com ainda mais consciência quais sonhos merecem o meu tempo.
Precisamos esperar a vida nos parar?
Essa talvez seja a pergunta que mais tenho feito desde então. E ela me leva a outras reflexões:
- Será que precisamos esperar uma interrupção para rever a maneira como estamos vivendo?
- Por que esperar o esgotamento para cuidar de nós?
- Por que esperar uma perda para dizer “eu te amo”?
- Por que esperar uma ruptura para rever nossas escolhas?
- Por que deixar um sonho sempre para depois?
- Por que continuar vivendo no automático quando alguma coisa dentro de nós já está pedindo mudança?
Talvez possamos aprender a criar pequenas pausas antes que a vida crie grandes interrupções. Podemos pausar para escutar, olhar ao redor, agradecer, rever escolhas, reorganizar prioridades e estar verdadeiramente presentes. E, de tempos em tempos, fazer uma pergunta simples, mas profundamente necessária: A vida que estou construindo tem espaço para aquilo que realmente importa para mim?
A vida me parou, mas também me fez refletir.
Ainda existem mudanças, adaptações e aprendizados, mas algo dentro de mim já não é exatamente igual. Não quero simplesmente retomar tudo de onde parei. Quero seguir levando comigo aquilo que essa pausa me fez enxergar: estar mais presente, valorizar ainda mais as pessoas que amo, cuidar de mim sem culpa, escolher melhor onde coloco meu tempo e minha energia, rever objetivos quando eles já não fizerem sentido e continuar sonhando, realizando e construindo, mas sem esquecer de viver.
A vida não é medida apenas por tudo aquilo que conseguimos realizar. Talvez ela seja medida pela presença que tivemos enquanto realizávamos. Não sei se voltarei a ser exatamente a mulher que era antes dessa pausa e talvez eu nem queira, mas quero seguir mais consciente, grata, inteira e, sobretudo, mais atenta ao que realmente importa.
Finalizo com uma pergunta para você — e especialmente para nós, mulheres, que tantas vezes cuidamos de tudo e de todos antes de cuidar de nós mesmas: Se a vida parasse você hoje, o que ela faria você enxergar que a pressa ainda não permitiu perceber? Talvez não seja preciso esperar que ela nos pare. Talvez possamos começar a nos escutar agora.
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Edna Vasselo Goldoni
https://www.institutoivg.com.br
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Liderança que Inspira: Pessoas Não Seguem Cargos, Seguem Referências
Existe uma diferença que considero decisiva entre ocupar uma posição de liderança e tornar-se alguém que verdadeiramente inspira pessoas. O cargo pode conceder autoridade, o organograma pode determinar quem responde a quem e a empresa pode estabelecer responsabilidades. Mas nada disso garante influência. Alguém pode obedecer a você pela posição que ocupa sem necessariamente acreditar em você como líder.
É justamente aí que começa uma reflexão que tenho levado para empresas, líderes e profissionais:
“Se o seu cargo fosse retirado hoje, quantas pessoas ainda escolheriam seguir você?”
Essa pergunta incomoda porque desloca a liderança do território confortável da hierarquia para o terreno muito mais exigente do comportamento. Liderar não é apenas distribuir tarefas, acompanhar indicadores ou cobrar resultados; é compreender que, todos os dias, sua maneira de agir está ensinando às pessoas como devem se comportar naquele ambiente.
A forma como você reage à pressão, recebe uma opinião contrária, trata alguém que cometeu um erro ou assume suas próprias falhas comunica muito mais sobre sua liderança do que qualquer discurso. Afinal, as pessoas podem até escutar aquilo que você diz, mas aprendem principalmente observando aquilo que você faz.
Quando a liderança deixa de inspirar
Uma das maiores dores das organizações não está necessariamente na ausência de profissionais competentes, mas na existência de equipes que, aos poucos, perderam a vontade de oferecer o seu melhor. O colaborador continua chegando no horário, participa das reuniões, responde às solicitações e entrega aquilo que foi pedido, porém já não propõe, não questiona, não cria e não se compromete emocionalmente como antes.
À primeira vista, tudo parece continuar funcionando; por dentro, entretanto, começa um processo silencioso de afastamento no qual a pessoa permanece na empresa, mas retira dela sua iniciativa, sua criatividade e parte importante de sua energia.
Quando isso acontece, muitos líderes respondem aumentando a cobrança, justamente quando deveriam aumentar a qualidade da própria liderança. Tentam recuperar comprometimento com controle, engajamento com pressão e responsabilidade com medo das consequências, sem perceber que essas ferramentas podem até gerar movimento no curto prazo, mas raramente constroem pertencimento.
A pressão consegue fazer alguém executar uma tarefa; a inspiração faz essa pessoa compreender por que vale a pena realizá-la bem.
E existe uma distância enorme entre trabalhar porque alguém está cobrando e trabalhar porque se reconhece valor naquilo que está sendo construído.
Por isso, costumo defender que o comportamento do líder autoriza comportamentos dentro da equipe. Se ele exige pontualidade, mas se atrasa constantemente, sua fala perde força. Se cobra respeito, mas humilha quando está sob pressão, ensina que respeito possui exceções. E se fala sobre excelência enquanto aceita mediocridade de si mesmo, transforma valores importantes em palavras decorativas.
O contrário também acontece: quando assume responsabilidades, mantém equilíbrio nos momentos difíceis, reconhece contribuições e preserva o respeito mesmo nas divergências, começa a construir uma autoridade que nenhum cargo consegue oferecer: a credibilidade.
E talvez seja importante compreender algo que muitas vezes confundimos: inspirar não significa agradar. Um líder inspirador continua cobrando resultados, estabelecendo limites, acompanhando indicadores e enfrentando conversas difíceis; a diferença está em conseguir fazer tudo isso sem diminuir pessoas. É possível corrigir sem humilhar, exigir sem desrespeitar e ser firme sem transformar o ambiente em um território de medo, porque liderança madura não elimina a cobrança, mas ela eleva a qualidade com que essa cobrança acontece.
A verdadeira importância de inspirar
Empresas precisam de resultados, mas resultados sustentáveis dependem de pessoas dispostas a assumir responsabilidade. Essa disposição cresce quando elas encontram confiança, direção, reconhecimento e oportunidade de desenvolvimento. O líder que inspira entende que sua função não é criar seguidores dependentes de suas decisões, mas desenvolver profissionais capazes de pensar, contribuir, decidir e assumir responsabilidades cada vez maiores.
Quando alguém da equipe cresce, o líder não se sente ameaçado, porque compreende que o desenvolvimento das pessoas é uma das maiores evidências de que sua liderança está funcionando.
Essa perspectiva muda completamente a relação entre líder e liderado. Em vez de perguntar apenas por que a equipe não demonstra iniciativa, talvez seja necessário questionar se existe espaço para que ela tome decisões. Antes de reclamar da falta de comprometimento, vale observar se as pessoas compreendem o significado daquilo que fazem. Antes de afirmar que alguém precisa melhorar, o líder deveria ter coragem para perguntar:
“O que precisa melhorar em mim para que eu consiga desenvolver melhor essas pessoas?”
Essa pergunta não elimina a responsabilidade individual de ninguém, mas amplia a responsabilidade de quem decidiu liderar. Existe maturidade quando deixamos de procurar apenas culpados e começamos a construir condições para que as pessoas evoluam, porque liderança não consiste em assumir o problema de todos, e sim em criar um ambiente no qual cada pessoa compreenda melhor a própria responsabilidade diante dos problemas.
Como se tornar um líder que inspira
Se você deseja desenvolver uma liderança mais inspiradora, talvez não precise começar procurando uma nova técnica. Comece observando a coerência entre aquilo que acredita, fala e pratica. Pessoas confiam em líderes previsíveis em seus valores, não em líderes perfeitos; por isso, se você defende respeito, demonstre-o principalmente quando estiver contrariado. Se cobra responsabilidade, seja capaz de reconhecer os próprios erros. E, se deseja uma equipe comprometida com a evolução, permita que ela veja em você alguém que continua aprendendo.
Também será necessário desenvolver presença, porque estar fisicamente próximo não significa estar verdadeiramente disponível. Em uma realidade marcada pela pressa e pela distração, oferecer atenção tornou-se uma poderosa demonstração de respeito. Líderes que sabem ouvir conseguem perceber problemas antes que eles se transformem em crises e compreender talentos que poderiam passar despercebidos. Além disso, constroem relações nas quais as pessoas encontram segurança para falar aquilo que precisa ser dito.
Da mesma forma, aprenda a reconhecer comportamentos que merecem ser fortalecidos. Não estou falando de elogios vazios, mas da capacidade de enxergar evolução, esforço, responsabilidade e contribuição, porque aquilo que recebe atenção tende a ganhar importância dentro da cultura. Uma equipe precisa saber o que deve corrigir, mas também precisa compreender aquilo que está fazendo bem e merece continuar fazendo.
Acima de tudo, desenvolva autoliderança. Você dificilmente conseguirá oferecer segurança emocional se qualquer pressão desmonta seu equilíbrio, ensinar responsabilidade enquanto transfere culpa ou construir confiança se suas reações são imprevisíveis.
Antes de liderar pessoas, portanto, aprenda a governar suas emoções, reconhecer seus limites e revisar seus próprios comportamentos. Nenhum conhecimento sobre liderança será suficientemente poderoso enquanto permanecer apenas no campo das ideias.
A pergunta que um líder deveria fazer todos os dias
Quero deixar uma orientação simples para você levar desta leitura. Durante os próximos dias, faça a si mesmo esta pergunta antes de começar sua jornada de trabalho:
“Que comportamento meu pode ajudar alguém a se tornar melhor hoje?”
Talvez seja ouvir uma pessoa que você costuma interromper, reconhecer uma contribuição que passou despercebida ou assumir um erro. Pode ser também oferecer orientação em vez de apenas apontar uma falha ou conduzir uma conversa difícil com firmeza e respeito.
Não tente transformar sua liderança inteira em um único dia, porque comportamentos consistentes possuem mais força do que grandes intenções ocasionais. Escolha algo que precisa mudar, pratique conscientemente e repita até que deixe de ser esforço e passe a fazer parte da sua forma de liderar. Lembre-se de que ninguém se torna inspirador simplesmente porque deseja inspirar. Uma pessoa se torna inspiradora quando desenvolve comportamentos que outras pessoas reconhecem como dignos de serem seguidos.
No fim, seu cargo pode fazer alguém obedecer, seu conhecimento pode despertar admiração e seus resultados podem conquistar respeito. Mas existe uma medida ainda maior para avaliar a qualidade de uma liderança: aquilo que acontece com as pessoas depois de conviverem com ela.
Por isso, talvez a pergunta mais importante não seja quantas pessoas você lidera, qual posição ocupa ou quantos resultados conseguiu entregar. A pergunta que realmente merece acompanhá-lo é outra:
Depois de conviver com a sua liderança, as pessoas estão apenas trabalhando melhor ou estão se tornando melhores?
Porque, quando uma liderança consegue melhorar resultados sem diminuir pessoas e, ao mesmo tempo, desenvolver pessoas capazes de produzir resultados ainda maiores, ela deixa de ser apenas uma função dentro da empresa e passa a cumprir aquilo que considero sua expressão mais elevada: transformar influência em desenvolvimento e presença em legado.
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Um forte abraço!
Rui Mesquita
http://www.ruimesquita.com.br
https://www.instagram.com/rui.mesquita.oficial/
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Reforma Tributária: CNPJ para Autônomos e Produtores Rurais
A obrigatoriedade de inscrição no CNPJ para determinados autônomos, prestadores de serviços e produtores rurais, inicialmente prevista para julho de 2026, foi adiada para 1º de janeiro de 2027 pelo Decreto nº 13.075, de 21 de julho de 2026. A medida faz parte da implementação da Reforma Tributária sobre o consumo e amplia o prazo para adaptação de contribuintes, administrações tributárias e sistemas fiscais.
A nova exigência, porém, não alcançará todas as pessoas físicas.
Deverão se inscrever no CNPJ aquelas que exerçam atividades econômicas sujeitas à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), conforme os critérios previstos na regulamentação. Para os produtores rurais pessoas físicas, a obrigatoriedade alcançará aqueles com receita bruta anual superior a R$ 3,6 milhões.
A Reforma Tributária também criou a figura do nanoempreendedor, destinada às pessoas físicas com faturamento anual de até R$ 40,5 mil, equivalente à metade do limite de receita do MEI. Nessa hipótese, não haverá enquadramento como contribuinte da CBS e do IBS nem obrigação de inscrição no CNPJ para fins tributários. O MEI continuará utilizando o CNPJ já existente.
O adiamento permitirá que a Receita Federal conclua o desenvolvimento de um sistema simplificado de inscrição no CNPJ. O lançamento está previsto para novembro de 2026. A proposta é oferecer um processo digital e integrado, semelhante ao utilizado atualmente pelo MEI. Também prevê ambiente de testes, manuais técnicos e orientações para contribuintes e empresas desenvolvedoras de sistemas.
A mudança não se limita ao cadastro. A emissão de documentos fiscais eletrônicos também será incorporada ao novo modelo. Dessa forma, será possível ampliar a padronização e a integração das informações entre a União, os estados e os municípios. Na prática, isso deverá ampliar o controle e o cruzamento de dados pelas administrações tributárias.
Outro ponto de atenção está na relação entre pessoa física e pessoa jurídica.
O avanço da fiscalização e do cruzamento de informações tende a dificultar a fragmentação artificial de receitas. Nessa prática, o contribuinte realiza parte das operações pelo CNPJ e outra parte como pessoa física para evitar o desenquadramento de regimes tributários simplificados.
Para os autônomos, portanto, o adiamento não significa o afastamento da obrigação, mas representa uma oportunidade para planejamento. Ainda em 2026, é recomendável avaliar o faturamento, a atividade exercida, o enquadramento tributário e a necessidade de emissão de documentos fiscais, preparando-se assim para as novas regras que entrarão em vigor em 2027.
A Reforma Tributária consolida, assim, o CNPJ como importante instrumento de identificação e integração das atividades econômicas, aproximando as obrigações das pessoas físicas que exercem atividades empresariais daquelas já aplicáveis às empresas.
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Desejo a você muito sucesso e até o próximo encontro!
Mária Pereira Martins de Carvalho
https://www.pnst.com.br/profile/maria-pereira-martins-de-carvalho
Confira também: Reforma Tributária: Destaque de IBS e CBS nas Notas Fiscais
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A Revolução da Longevidade: Estamos Preparados para Viver Mais — e Melhor?
“Não estamos apenas vivendo mais. Estamos vivendo uma vida inteira a mais.”
Essa talvez seja uma das maiores transformações da humanidade e, curiosamente, ainda pouco compreendida.
Durante séculos, o ser humano buscou aumentar sua expectativa de vida. A medicina evoluiu, a ciência ampliou o conhecimento sobre prevenção e tratamento das doenças, e hoje conquistamos algo que parecia impossível para gerações anteriores: viver oito, nove e, em muitos casos, até dez décadas. Mas essa conquista nos coloca diante de uma pergunta inevitável: Estamos emocionalmente preparados para viver tanto tempo?
De acordo com projeções demográficas, até 2050 cerca de 30% da população brasileira terá mais de 60 anos, e a expectativa média de vida deverá superar os 80 anos. Não estamos apenas diante de uma mudança estatística, mas de uma profunda transformação social, econômica, familiar e organizacional.
Durante décadas, imaginamos a vida como uma sequência relativamente previsível: estudar, trabalhar, aposentar-se e descansar. Esse modelo fazia sentido quando a expectativa de vida era significativamente menor.
Hoje, entretanto, ganhamos aproximadamente três décadas adicionais de existência. A pergunta deixou de ser “quanto tempo viveremos?” e passou a ser “o que faremos com esse tempo?”
A longevidade exige uma nova mentalidade
Nossa cultura ainda associa juventude à produtividade, beleza e inovação. Em contrapartida, frequentemente relaciona a velhice à perda, limitação e dependência. Entretanto, essa narrativa já não corresponde à realidade.
Observamos uma geração que permanece ativa, aprende continuamente, empreende, inicia novos projetos, viaja, trabalha, estuda e continua produzindo conhecimento. O conceito ageless representa justamente essa ruptura: pessoas cuja identidade não pode mais ser definida pela idade cronológica.
Ao mesmo tempo, cresce a conscientização sobre o ageísmo — também chamado de etarismo ou idadismo —, um preconceito que ainda limita oportunidades profissionais, interfere nas relações sociais e influencia a forma como muitas pessoas percebem o próprio envelhecimento. Precisamos substituir a lógica do declínio pela lógica do desenvolvimento humano contínuo.
Psicologia Positiva: da prevenção ao florescimento
Durante muito tempo, os estudos sobre saúde concentraram-se quase exclusivamente na doença. A Psicologia Positiva, inaugurada por Martin Seligman, propõe uma mudança de paradigma. Em vez de perguntar apenas como reduzir sofrimento, ela busca compreender o que faz as pessoas florescerem.
Como afirma Seligman, tratar não significa apenas reparar aquilo que está com defeito, mas também desenvolver aquilo que existe de melhor em cada indivíduo. Essa mudança de perspectiva torna-se especialmente importante quando pensamos na longevidade. Não basta prevenir doenças; precisamos potencializar capacidades. Isso significa fortalecer recursos emocionais, cognitivos, relacionais e espirituais capazes de sustentar uma vida longa com autonomia, significado e qualidade.
Muito além da felicidade
A Psicologia Positiva diferencia duas formas de bem-estar. A primeira está relacionada ao prazer imediato e às emoções positivas. A segunda, denominada Eudaimonia, está ligada ao crescimento pessoal, ao propósito de vida e ao desenvolvimento contínuo.
Enquanto o prazer é importante, é o sentido atribuído à existência que sustenta uma vida plena ao longo das décadas. O florescimento humano acontece quando autonomia, relações saudáveis, crescimento pessoal, propósito e autoaceitação caminham juntos.
Longevidade de carreira: uma nova forma de pensar o trabalho
Durante décadas, fomos educados para acreditar que a carreira seguia uma linha reta: estudar, ingressar no mercado, crescer profissionalmente e, ao final, aposentar-se. Hoje essa lógica já não se sustenta. Se vivermos mais, também trabalharemos por mais tempo. Isso significa que muitas pessoas viverão diferentes ciclos profissionais ao longo da mesma vida.
Teremos mais reinvenções, mais transições de carreira, mais oportunidades de empreender, ensinar, aprender e compartilhar conhecimento. Nesse cenário, o lifelong learning deixa de ser uma tendência para tornar-se uma competência essencial.
Aprender continuamente significa manter a curiosidade intelectual, desenvolver novas habilidades, atualizar competências técnicas e fortalecer competências socioemocionais. Ao mesmo tempo, a maturidade oferece um patrimônio que nenhuma tecnologia consegue substituir: experiência, discernimento, inteligência emocional, visão sistêmica, capacidade de mediação e construção de sentido.
Talvez este seja um dos maiores desafios das organizações contemporâneas. Diante disso, surgem algumas questões:
- Como integrar diferentes gerações?
- Como combater o ageísmo?
- Como transformar experiência em inovação?
- Como criar ambientes onde profissionais possam continuar aprendendo durante toda a vida?
A carreira deixa de ser uma sucessão de cargos para transformar-se em uma narrativa permanente de desenvolvimento humano. Mais importante do que perguntar “qual será meu próximo emprego?”, talvez devêssemos perguntar: Quem desejo me tornar nos próximos vinte ou trinta anos da minha vida? Essa mudança amplia nossa capacidade de adaptação e fortalece o propósito diante das inevitáveis transições profissionais.
Os relacionamentos continuam sendo o maior patrimônio
Existe uma tendência de imaginar que envelhecer bem depende apenas da genética ou dos cuidados médicos. As pesquisas mostram outro caminho. Relacionamentos significativos, amizades, vínculos familiares, curiosidade intelectual, aprendizagem contínua, participação social e propósito de vida exercem enorme influência sobre o bem-estar durante o envelhecimento. Em muitos casos, esses fatores têm impacto superior ao de indicadores exclusivamente biológicos. Em outras palavras, envelhecer é também uma experiência relacional.
O propósito transforma a trajetória em legado
Com o passar dos anos, acumulamos experiências, conquistas, perdas e mudanças. Dar sentido a essa trajetória talvez seja uma das tarefas mais importantes da maturidade.
Quando somos capazes de integrar nossa história em uma narrativa coerente, deixamos de enxergar apenas sucessos ou fracassos isolados e passamos, então, a reconhecer aprendizados, vínculos construídos, superações e contribuições. É nesse momento que nasce o legado. Legado não representa apenas aquilo que deixaremos para as próximas gerações. Representa a maneira como escolhemos viver o presente e o significado que atribuímos à nossa própria história.
O terceiro ato da vida
A atriz Jane Fonda descreve a maturidade como o “terceiro ato da vida”. Gosto dessa metáfora porque ela rompe com a ideia de encerramento. O terceiro ato não é um epílogo, mas uma nova oportunidade de aprender, ensinar, servir, empreender, fortalecer vínculos, desenvolver talentos e contribuir para o mundo. Talvez a maior liberdade da maturidade seja justamente essa: viver de maneira mais coerente com os próprios valores.
Enfim, costumamos dizer que a expectativa de vida aumentou. Talvez a frase mais correta seja outra: a expectativa de futuro aumentou.
Cada década adicional representa novas oportunidades para aprender, amar, trabalhar, ensinar, recomeçar e construir novos significados. A Psicologia Positiva nos mostra que viver bem não depende apenas da ausência de doença, mas da presença de propósito, esperança, resiliência, vínculos saudáveis e aprendizagem contínua. Talvez o maior desafio do século XXI não seja chegar aos 90 ou 100 anos, mas, sim, chegar a essa etapa com curiosidade para continuar aprendendo, coragem para se reinventar e generosidade para compartilhar a sabedoria construída ao longo da caminhada.
Porque, no final das contas, longevidade não é apenas acrescentar anos à vida, mas acrescentar vida aos anos e transformar cada nova etapa da existência em uma oportunidade de crescimento, contribuição e legado.
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Mônica Barg
https://www.monicabarg.com.br
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O Funcionário Virtual: Quando a Inteligência Artificial Se Torna Parte da Equipe (parte II)
Em continuação à parte I deste artigo, vamos concluir este tema abordando:
- As implicações para o Desenvolvimento Humano;
- Os Desafios Éticos, Jurídicos e Culturais;
- A Fronteira do Humano — O Que a IA Não Substitui;
- Como Líderes e Organizações Devem se Preparar;
- Conclusão: A Liderança na Era do Colega Digital.
Vamos lá!
6. AS IMPLICAÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO HUMANO
Se a chegada dos funcionários virtuais redefine a liderança, ela transforma ainda mais profundamente a jornada do colaborador humano — e abre um campo imenso de atuação de profissionais de desenvolvimento organizacional.
6.1. A Ressignificação do Trabalho Humano
Quando tarefas operacionais, repetitivas e de alto volume são delegadas a agentes de IA, os colaboradores humanos são liberados — e convocados — para exercer as dimensões mais profundas e criativas de suas capacidades. Isso não ocorre automaticamente: exige um processo de ressignificação profissional ativo e apoiado.
O Fórum Econômico Mundial destaca que 58% dos colaboradores acreditam que suas competências mudarão significativamente nos próximos cinco anos em razão da IA. De acordo com a KPMG, 81% dos líderes planejam incluir o uso de IA generativa nas avaliações de desempenho de seus colaboradores — 19% já o fazem.
6.2. O Papel do Desenvolvedor Humano
O processo de capacitação para o mundo híbrido exige mais do que treinamento técnico. Envolve dimensões que são, por natureza, território do coaching:
- Ressignificação de identidade profissional: quem sou eu quando parte do meu trabalho é feita por uma IA?
- Gestão da ambiguidade e da mudança acelerada: como operar com eficácia em um ambiente em constante transformação?
- Desenvolvimento de habilidades exclusivamente humanas: criatividade, empatia, liderança, intuição e julgamento ético;
- Construção de confiança em sistemas de IA: superar resistências e aprender a colaborar produtivamente com agentes digitais.
De acordo com a McKinsey, apenas cerca de 5% das organizações estão incorporando com sucesso novas tecnologias em suas funções de gestão de pessoas. Isso representa uma oportunidade gigantesca para coaches, consultores e líderes visionários que compreendam que a transição para o trabalho híbrido é, fundamentalmente, uma jornada humana.
Uma operadora de telecomunicações desenvolveu um motor de coaching baseado em IA para sua equipe de vendas, treinado com KPIs específicos de função e transcrições de atendimentos. O sistema identifica lacunas de aprendizado e entrega sugestões personalizadas de desenvolvimento — mostrando como IA e coaching podem se complementar.
7. OS DESAFIOS ÉTICOS, JURÍDICOS E CULTURAIS
A adoção de funcionários virtuais não é isenta de riscos e tensões. Ignorá-los não os elimina — apenas os potencializa. Líderes e organizações que desejam integrar agentes de IA de forma responsável precisam, sem dúvida, enfrentar, com honestidade, um conjunto de desafios complexos.
7.1. Desafios Éticos
- Transparência algorítmica: os colaboradores e clientes têm o direito de saber quando estão interagindo com um agente de IA? Qual o nível de transparência que as organizações devem adotar?
- Viés nos dados de treinamento: agentes de IA aprendem a partir de dados históricos que podem conter preconceitos sistêmicos. Sem curadoria cuidadosa, esses vieses são amplificados em escala.
- Responsabilidade por erros: quando um agente de IA comete um erro — em uma análise financeira, em uma decisão de RH, em uma interação com cliente — quem responde?
- Alucinações e confiabilidade: modelos de linguagem podem gerar informações plausíveis, porém incorretas, sem autoconsciência do erro. Em contextos críticos, isso representa risco operacional significativo.
7.2. Desafios Jurídicos
O arcabouço legal para regular agentes de IA ainda está em construção na maioria dos países. No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) impõe obrigações relevantes sobre o tratamento de dados realizados por sistemas automatizados. O AI Act europeu, em vigor, estabelece categorias de risco para sistemas de IA, com exigências crescentes de transparência e supervisão humana. Organizações que adotam funcionários virtuais precisam de assessoria jurídica especializada para navegar esse ambiente regulatório em rápida evolução.
7.3. Desafios Culturais e de Gestão da Mudança
A resistência cultural é, frequentemente, o maior obstáculo para a adoção eficaz de funcionários virtuais. O medo de substituição, a desconfiança nos sistemas automatizados e a perda de identidade profissional são reações legítimas que precisam ser gerenciadas com empatia e intencionalidade.
Programas de gestão da mudança eficazes precisam incluir:
- Comunicação clara e honesta sobre o impacto da IA nos papéis humanos;
- Participação ativa dos colaboradores na definição de como os agentes serão integrados;
- Programas de requalificação que demonstrem, concretamente, como o trabalho humano evolui — não desaparece;
- Construção de uma cultura de segurança psicológica, onde erros com a nova tecnologia são aprendizados, não punições.
8. A FRONTEIRA DO HUMANO – O QUE A IA NÃO SUBSTITUI
Toda a discussão sobre funcionários virtuais corre o risco de eclipsar aquilo que é, afinal, mais relevante: a compreensão do que permanece exclusivamente humano — e portanto insubstituível — no ambiente de trabalho do futuro.
A neurociência e a psicologia organizacional oferecem uma perspectiva importante: as capacidades cognitivas superiores do ser humano — criatividade genuína, julgamento ético contextual, liderança inspiradora e empatia profunda — emergem de processos que não são replicáveis por sistemas baseados em padrões estatísticos, por mais sofisticados que sejam.
8.1. Forças do Funcionário Virtual
Os agentes de IA apresentam vantagens operacionais concretas que justificam sua adoção em larga escala:
- Disponibilidade total: operam 24 horas por dia, 7 dias por semana, sem necessidade de pausas, férias ou licenças;
- Velocidade e escala: processam volumes massivos de dados e executam tarefas em frações de segundo;
- Consistência absoluta: executam processos padronizados com variação zero, eliminando erros humanos em tarefas repetitivas;
- Memória perfeita de processos: acessam instantaneamente toda informação já processada, sem esquecimento ou distorção;
- Escalabilidade sob demanda: podem ser replicados para atender picos operacionais sem os custos e prazos do recrutamento humano;
- Aprendizado contínuo baseado em dados: melhoram com o volume de interações, dentro dos limites do escopo treinado.
8.2. Fraquezas do Funcionário Virtual
Apesar de suas capacidades impressionantes, os agentes de IA apresentam limitações estruturais relevantes:
- Ausência de empatia genuína: simulam respostas empáticas, mas sem compreensão emocional real — o que limita sua eficácia em contextos relacionais complexos;
- Dependência do escopo de treinamento: dificuldade significativa em situações inéditas fora dos padrões com que foram treinados;
- Risco de alucinação: podem gerar informações plausíveis, porém incorretas, sem autoconsciência do erro;
- Ausência de julgamento ético autônomo: seguem regras programadas, mas não possuem consciência moral genuína nem responsabilidade;
- Criatividade limitada à recombinação: operam dentro do espaço de padrões existentes, sem a capacidade de criação verdadeiramente original;
- Fragilidade em contextos de alta ambiguidade: situações que exigem leitura de subtexto, política organizacional e dinâmicas relacionais ainda estão além de suas capacidades reais.
8.3. Forças e Fraquezas — Quadro Comparativo
O quadro a seguir apresenta uma análise comparativa sistemática entre o funcionário virtual e o colaborador humano nas principais dimensões do trabalho organizacional:
Dimensão | Funcionário Virtual (IA) | Colaborador Humano |
Disponibilidade | Disponível 24/7, sem pausas, férias ou licenças — opera continuamente com desempenho constante. | Limitado a jornadas de trabalho regulares; sujeito a fadiga, emoções e necessidades pessoais. |
Velocidade | Processa milhares de dados e executa tarefas em frações de segundo. | Velocidade condicionada à capacidade cognitiva individual e ao volume de informações. |
Escalabilidade | Pode ser replicado instantaneamente para atender picos de demanda sem custo marginal significativo. | Escalonamento lento, caro e dependente de processos de recrutamento e treinamento. |
Consistência | Executa processos com zero variação, eliminando erros humanos em tarefas repetitivas. | Sujeito a variações de humor, atenção e contexto emocional que afetam a qualidade da entrega. |
Aprendizado | Aprende rapidamente a partir de dados massivos, mas dentro dos limites do treinamento recebido. | Aprende de forma contextual e acumulativa, integrando experiências vividas e relacionamentos. |
Empatia e Relações | Ausência de empatia genuína; simula respostas empáticas, mas sem compreensão emocional real. | Capacidade natural de sentir, compreender e responder emocionalmente — diferencial insubstituível. |
Criatividade | Recombina informações existentes; limitada à capacidade gerativa de padrões conhecidos. | Criatividade verdadeiramente original, capaz de conectar experiências, intuição e contexto cultural. |
Julgamento Ético | Segue regras programadas; não possui consciência ética autônoma nem responsabilidade moral. | Capacidade de juízo ético contextual, responsabilidade moral e tomada de decisão em situações inéditas. |
Liderança | Pode orquestrar fluxos de trabalho, mas não inspira, motiva ou constrói cultura organizacional. | Lidera pelo exemplo, constrói confiança, gera senso de propósito e mobiliza pessoas. |
Custo Operacional | Custo inicial elevado; operação contínua mais econômica do que mão de obra humana equivalente. | Custo recorrente (salário, benefícios, encargos), mas com retorno em inovação e adaptabilidade. |
Adaptação a Contextos Novos | Dificuldade em situações fora do escopo treinado; risco de erros sem autoconsciência (alucinações). | Alta capacidade de improvisar, adaptar-se e criar soluções em cenários completamente inéditos. |
Responsabilidade Jurídica | Não possui personalidade jurídica; a responsabilidade recai sobre a organização que o opera. | Sujeito a responsabilidades legais, éticas e profissionais individuais. |
8.4. A Vantagem Comparativa do Ser Humano
A leitura do quadro acima revela um padrão consistente: o ser humano permanece insubstituível precisamente nas dimensões que mais importam para a construção de organizações saudáveis, inovadoras e sustentáveis — relacionamento, propósito, cultura, criatividade e julgamento ético.
Do ponto de vista da neurociência, capacidades como empatia, liderança inspiradora e criatividade genuína emergem de estruturas cerebrais complexas — sistema límbico, córtex pré-frontal e rede de modo padrão — que integram experiências vividas, contexto emocional e consciência corporal de formas que os modelos computacionais atuais não replicam.
O valor humano nas organizações do futuro não diminui com a IA — ele se concentra. O que antes estava diluído em tarefas operacionais emerge com maior nitidez: a capacidade de criar significado, construir confiança e mover pessoas.
9. COMO LÍDERES E ORGANIZAÇÕES DEVEM SE PREPARAR
Diante de tudo que foi exposto, uma pergunta prática se impõe: por onde começar? A seguir, apresentamos um roteiro estruturado para líderes e organizações que desejam integrar funcionários virtuais de forma estratégica e responsável.
9.1. Fase 1 — Diagnóstico e Mapeamento (0 a 3 meses)
- Mapeamento de processos: identificar as tarefas com maior volume, repetitividade e baixa variância — candidatas ideais para delegação a agentes de IA;
- Análise de impacto nos papéis: compreender como cada função humana será afetada e quais colaboradores precisarão de requalificação;
- Avaliação de prontidão cultural: diagnosticar o nível de abertura da equipe para a integração com tecnologias de IA — e os focos de resistência.
9.2. Fase 2 — Projeto-Piloto e Onboarding (3 a 6 meses)
- Seleção do caso de uso inicial: escolher um processo de baixo risco e alto volume para o primeiro agente — o projeto-piloto que gerará aprendizado e confiança;
- Onboarding do funcionário virtual: treinar o agente com os dados, processos e valores da organização — assim como se faz com um colaborador humano;
- Definição de KPIs e avaliação: estabelecer métricas claras para avaliar o desempenho do agente, com revisões regulares;
- Comunicação transparente: envolver as equipes humanas no processo, explicando objetivos, papéis e impactos esperados.
9.3. Fase 3 — Escalonamento e Governança (6 meses em diante)
- Expansão gradual: ampliar o uso de agentes para outros processos, com base nos aprendizados do piloto;
- Estrutura de governança: criar políticas claras para uso de IA, incluindo transparência, privacidade de dados e responsabilidades;
- Inclusão no organograma: formalizar os agentes como membros da equipe, com papéis, responsabilidades e linhas de reporte definidos;
- Programa contínuo de desenvolvimento humano: investir ativamente na evolução dos colaboradores humanos, garantindo que a IA os libere — não os substitua.
De acordo com a KPMG, plataformas de aprendizado contínuo e uma cultura que promova segurança psicológica e experimentação são condições essenciais para o sucesso da integração de funcionários virtuais — e devem ser priorizadas desde o início.
10. CONCLUSÃO: LIDERANÇA NA ERA DO COLEGA DIGITAL
O funcionário virtual não é uma ameaça existencial ao trabalho humano — nem uma solução mágica para todos os desafios organizacionais. É, antes de tudo, um novo tipo de membro de equipe: com forças extraordinárias em dimensões operacionais e limitações igualmente claras nas dimensões humanas do trabalho.
Para os líderes, a chegada dos agentes digitais representa, paradoxalmente, um convite para uma liderança mais humana. Ao delegar o operacional à IA, o líder é convocado a exercer com maior profundidade as capacidades que, sem dúvida, nenhum algoritmo pode replicar: construir confiança, criar significado, desenvolver talentos e conduzir organizações por ambientes de incerteza e transformação.
Para as organizações, o desafio não é tecnológico, mas fundamentalmente estratégico, cultural e humano. As empresas que prosperarão no ecossistema híbrido serão aquelas que souberem combinar a eficiência dos agentes digitais com a profundidade do desenvolvimento humano: tratando os funcionários virtuais como membros da equipe e os colaboradores humanos como o recurso mais estratégico e insubstituível que possuem.
Para profissionais de desenvolvimento organizacional, este momento representa uma das maiores oportunidades da história da profissão. Quando o trabalho operacional é delegado à IA, o que resta — e o que mais precisa de suporte — é exatamente o território do coaching: identidade, propósito, relacionamentos, liderança e florescimento humano.
O futuro do trabalho não é humano ou artificial. É a inteligência de reconhecer o melhor de cada um — e construir organizações onde ambos colaboram, de fato, para resultados que nenhum dos dois alcançaria sozinho.
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Quer saber mais sobre como integrar o funcionário virtual às equipes e transformar a inteligência artificial em uma aliada para desenvolver pessoas, líderes e organizações? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até a próxima edição!
Um abraço.
Marcelo Farhat
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALTMAN, Sam. Reflections. Blog OpenAI, janeiro de 2025. Disponível em: https://openai.com/index/reflections. Acesso em: 14 mai. 2026. AI Agents: The Defining Workforce Trend of 2025. Data Society Blog, 2025. Disponível em: https://datasociety.com/ai-agents-the-defining-workforce-trend-of-2025/. Acesso em: 14 mai. 2026. EXAME, A.I. Fórum Brasil 2025: o futuro dos agentes inteligentes nas empresas. Disponível em: https://exame.com/inteligencia-artificial/a-i-forum-brasil-2025-o-futuro-dos-agentes-inteligentes-nas-empresas/. Acesso em: 18 mai. 2026. HUANG, Jensen. GTC 2025 Keynote. NVIDIA, março de 2025. IBM INSTITUTE FOR BUSINESS VALUE. Meet your new AI workplace companion. IBM Think, 2025. Disponível em: https://www.ibm.com/think/news/ai-assistants-workforce. Acesso em: 14 mai. 2026. AI Agents: Shaping the Future of Workforce Strategy. KPMG US, 2025. Disponível em: https://kpmg.com/us/en/articles/2025/ai-agents-shaping-talent-strategy.html. Acesso em: 14 mai. 2026. You can empower the workforce with AI. KPMG US, 2025. Disponível em: https://kpmg.com/us/en/articles/2025/empower-workforce-with-ai.html. Acesso em: 14 mai. 2026. MCKINSEY & COMPANY. A new operating model for people management: More personal, more tech, more human. McKinsey, fevereiro de 2025. Disponível em: https://www.mckinsey.de/capabilities/people-and-organizational-performance/our-insights/a-new-operating-model-for-people-management. Acesso em: 14 mai. 2026. NG, Andrew. Agentic AI Workflows. Palestra técnica, DeepLearning.AI, 2024. STANFORD UNIVERSITY. AI Index Report 2025. Stanford Institute for Human-Centered AI (HAI), 2025. VHR LABS. The Rise of AI Agents: When Digital Workers Become Colleagues. VHR Labs, 2025. Disponível em: https://vhrlabs.com/the-rise-of-ai-agents-when-digital-workers-become-colleagues/. Acesso em: 14 mai. 2026. If Agents Become Your Digital Workforce, How Will You Manage Them? Workday Perspectives, abril de 2025. Disponível em: https://www.workday.com/en-us/perspectives/ai/2025/04/if-agents-become-digital-workforce-how-manage-them.html. Acesso em: 14 mai. 2026. WORLD ECONOMIC FORUM. Future of Jobs Report 2025. WEF, Genebra, 2025.
Palavras-chave: funcionário virtual, agentes de IA, inteligência artificial, desenvolvimento humano, força de trabalho híbrida, trabalho humano, desafios éticos da IA, o que a IA não substitui, equipes híbridas, liderança na gestão do funcionário virtual, gestão da força de trabalho digital, funcionário virtual de nova geração, equipe híbrida Humano-IA, integração dos funcionários virtuais
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Quando Permanecer Começa a Custar Caro: O Preço de Não Mudar
Existem momentos em que a vida continua funcionando por fora, enquanto por dentro alguma coisa começa a pedir outro espaço. A agenda segue cheia, os compromissos são cumpridos, as relações permanecem e, para quem olha de longe, tudo pode parecer estável. Ainda assim, um desconforto vai se tornando impossível de ignorar.
O que por muito tempo fez sentido pode começar a pesar de uma forma diferente. Uma relação significativa, uma responsabilidade assumida com amor, uma amizade antiga, um trabalho que trouxe realização ou mesmo uma maneira de viver que nos acompanhou por anos. Nada precisa ter dado errado para que o que um dia nos acolheu comece a parecer estreito demais.
Essa sensação muitas vezes chega sem nome e se insinua no cotidiano: no cansaço diante do que já despertou entusiasmo, na irritação sem motivo evidente, na vontade maior de silêncio ou na estranha impressão de estar disponível para tantas pessoas e, aos poucos, perder a proximidade consigo.
Certos vínculos e escolhas, com o tempo, se misturam à nossa própria identidade. Neles construímos referências, assumimos responsabilidades e criamos uma história. Por isso, questioná-los pode tocar algo maior do que a própria decisão:
Quem seríamos fora deles?
O conhecido nos dá segurança. Sabemos como agir, reconhecemos nossas referências e entendemos o que esperam de nós. O conflito começa quando essa estabilidade passa a exigir concessões que já não combinam com a pessoa que nos tornamos. Surge, então, uma pergunta importante:
Em que momento permanecer por lealdade começa a nos afastar de quem somos?
Nem todo desconforto significa que chegou a hora de partir. Relações, trabalhos e escolhas atravessam fases difíceis e podem encontrar novas formas de existir. O essencial é perceber se ainda há possibilidade de renovação ou se seguimos apenas sustentando algo que já não acompanha nosso movimento interior.
Essa consciência não diminui a importância do que foi vivido. Permanecem os aprendizados, as lembranças, os afetos e tudo o que essa experiência deixou em nós.
Uma história pode ter sido profundamente importante sem precisar nos manter ligados a ela para sempre.
Quando essa compreensão envolve outras pessoas, então tudo se torna mais delicado. Elas podem continuar esperando de nós uma presença que já não conseguimos oferecer como antes. Esse desencontro pode despertar o medo de decepcionar, a culpa e a insegurança diante do que vem depois.
A naturalidade vai sendo substituída por um esforço cada vez maior. Os limites ganham contorno, necessidades deixadas em segundo plano se tornam mais presentes e determinados papéis, por muito tempo familiares, deixam de representar quem somos.
Decidir, porém, nem sempre acontece no instante em que entendemos o que mudou. Existe um tempo entre reconhecer que algo já não nos cabe e conseguir escolher o que fazer com essa percepção.
A pergunta deixa, então, de ser apenas “o que posso perder se mudar?” e passa a incluir outra, talvez mais difícil: “o que estou perdendo de mim enquanto permaneço?”
Se você estiver vivendo esse momento, olhe com honestidade para o que sustenta por hábito, lealdade, medo de decepcionar ou receio do que encontrará adiante.
Ser fiel à própria vida também exige coragem para escutar o que mudou por dentro, mesmo quando tudo ao redor ainda espera que sejamos quem sempre fomos.
E, quando essa escuta acontece, uma pergunta se torna inevitável:
Até onde ainda faz sentido permanecer quando o preço começa a ser você?
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Com carinho,
Luiza Nizoli Rocha
Facilitadora em Desenvolvimento Humano e Consciência Organizacional
@luizanizoli
Confira também: O Preço de Não Viver a Própria Verdade
Palavras-chave: preço de não mudar, medo de mudar, permanecer, desconforto, lealdade, identidade, medo de decepcionar, coragem para mudar, quando permanecer começa a custar caro, ser fiel à própria vida
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Gerir no Escuro: Por Que Tantos Gestores Trabalham Muito e Decidem Pouco
Pergunte a um gestor como foi o mês. Na maioria das vezes, a resposta vem em forma de sensação: “foi corrido”, “acho que melhorou”, “a equipe está cansada”. Agora pergunte quanto melhorou, comparado a que período, por causa de qual decisão. É nesse ponto que o silêncio aparece.
Esse silêncio raramente é falta de competência. Quase sempre é falta de instrumentos. O gestor trabalha muito, resolve muito, atende muito, mas decide no escuro.
Gerenciar no escuro não é gerenciar. É reagir com autoridade.
A base que estou chamando de instrumentos não é burocracia. É o mínimo que torna a operação legível: um organograma que deixa claro quem responde pelo quê; descrições de funções com missão, entregas e destinatário; indicadores que separam o que a pessoa faz do que a pessoa entrega; processos escritos; e reuniões com pauta, número e decisão registrada.
Um piloto não voa melhor porque olha o painel, voa melhor porque, olhando o painel, sabe onde está mesmo sem enxergar o horizonte. Sem instrumentos, todo voo depende de céu limpo. E o céu, na operação, quase nunca está limpo.
Sem base, gerir pessoas vira gerir percepções
Quando não existe descrição de função, ninguém sabe exatamente o que se espera dele, e, portanto, ninguém pode ser cobrado com justiça. Quando não existe indicador, o desempenho é avaliado por impressão: quem aparece mais, quem fala mais alto, quem está mais perto do gestor.
A partir daí, todo feedback vira opinião. E opinião se discute. O colaborador não discorda do número, discorda da percepção do chefe. A conversa deixa de ser sobre entrega e passa a ser sobre relação. É assim que nascem os conflitos que consomem semanas da liderança sem produzir um único ponto de melhoria.
A insegurança que trava o mecanismo
Quem não tem informação confiável não decide: adia. E o adiamento tem uma aparência respeitável, chama-se “vamos pensar melhor”, “vamos ver o próximo mês”. Na prática, a empresa inteira fica parada esperando uma decisão que não vem.
O efeito é em cadeia e é previsível: o gestor inseguro centraliza; ao centralizar, vira gargalo; como é gargalo, não tem tempo de estruturar; como não estrutura, continua inseguro. De fora, isso parece apenas “falta de tempo”.
E existe um custo que raramente entra na conta: a paz de quem gerencia. Quem conduz sem base leva para casa a apreensão permanente de que algo está escapando. Férias viram ansiedade, delegar vira risco, desligar o telefone vira imprudência. Quando a estrutura existe, então a lógica se inverte: o gestor passa a ser avisado pelos indicadores, em vez de surpreendido pelos fatos consumados. Isso não é só eficiência, é qualidade de vida.
Empresa que só funciona com o dono olhando não é um negócio: é um emprego muito caro que ele criou para si mesmo.
Então por que quase ninguém faz?
Porque dá muito trabalho, e merece honestidade dizer isso. Estruturar base é trabalho lento, silencioso e sem aplauso. Ninguém elogia um gestor por ter escrito descrições de funções. O reconhecimento vai para quem resolve o problema visível, não para quem impede que ele aconteça.
Por isso a energia migra para onde há retorno imediato. Fechar a venda dá retorno hoje. Apagar o incêndio dá retorno hoje, e ainda gera reconhecimento. Já planejar, analisar indicadores e pensar dá retorno em seis meses, quase sempre de forma invisível: na forma de um problema que simplesmente não aconteceu. O resultado é que muitos gestores, ao dedicar duas horas para refletir, sentem culpa. Sentem que estão perdendo tempo.
A conta que quase ninguém faz
Vamos inverter o cálculo. Quanto custa uma decisão tomada no impulso? Custa a contratação errada desfeita em quatro meses; custa o investimento na área que não era o gargalo; custa a promoção dada a quem parecia entregar; custa o retrabalho de uma equipe inteira porque a prioridade mudou pela terceira vez no mês.
Cada uma dessas decisões consome semanas de trabalho, dinheiro real e desgaste de várias pessoas, e todas poderiam ter sido evitadas por algumas horas de análise antes, não depois.
Um exemplo simples de como o dado muda a conduta: quando os indicadores de esforço estão fortes e os indicadores de resultado estão fracos, o problema não é de empenho, mas sim de estratégia. A pessoa está fazendo muito, e da forma combinada, mas o caminho combinado não leva ao resultado. Sem essa leitura, o gestor faz o que se faz na ausência de dados: cobra mais empenho de quem já está se empenhando. E perde a pessoa e o resultado ao mesmo tempo.
Tempo dedicado a pensar não é tempo subtraído da operação. É tempo devolvido a ela, multiplicado.
A objeção legítima é: “não tenho como parar tudo para estruturar”. E não precisa. Comece pelo organograma, escreva as descrições de funções de cima para baixo, defina de dois a quatro indicadores por função e, além disso, bloqueie uma hora e meia por semana na agenda, com hora marcada e sem exceção, só para olhar números e decidir. Trate de fato esse compromisso com a mesma seriedade de uma reunião com o maior cliente.
Estruturar a base de gestão não é exercício técnico nem exigência de consultor. É a condição para o gestor deixar de ser refém do próprio negócio. Sem ela, ele lidera por impressão, decide por instinto, trabalha por reação e vive por sobressalto. Com ela, ele conduz, que é uma palavra diferente de correr atrás.
Dá trabalho? Dá. Mas o trabalho de construir a base é finito. O trabalho de viver sem ela, não.
Se este texto te incomodou no lugar certo, vem continuar essa conversa comigo na minha coluna na Cloud Coaching, clique aqui.
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Quer saber mais sobre como deixar de gerir no escuro parar estruturar e construir uma gestão capaz de tomar decisões com mais clareza, segurança e direção? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Tudy Vieira
Atua em consultoria de gestão e cultura organizacional, com foco em estruturação de funções, indicadores de desempenho e desenvolvimento de lideranças
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Confira também: A Empresa é um Espelho, e Quase Ninguém Quer Olhar
Palavras-chave: gerir no escuro, gestor, indicadores, decisão, descrições de funções, gerenciar no escuro não é gerenciar, gerir pessoas, gerir percepções, decisão sem informação, gestão no escuro, porque gestão no escuro é um problema, como estruturar a base de gestão, trabalhar muito e decidir pouco
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“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)
Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.
Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…
Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.
Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.
Limão e limonada
As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.
Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.
Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.
Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.
Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…
Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.
Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.
Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.
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Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:
Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.
E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.
Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.
Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:
- Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
- Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.
E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.
Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.
Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.
Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.
O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.
Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.
Mas, é possível e já vi milagres.
Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.
Acreditar na Mulher que há dentro de você.
Sucesso e Feliz Dia da Mulher!
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A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.
E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.
Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.
Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?(Carlos Drummond de Andrade)
E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.
A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.
Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.
Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.
Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.
Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.
Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.
Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.
E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?
Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?
Chega de Síndrome de Felipão, né?
Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.
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Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…
Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.
Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.
Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.
Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.
Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…
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Responda rápido a minha pergunta:
– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?
Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:
– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?
Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.
Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.
E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.
Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.
E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?
Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.
O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.
Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?
Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.
Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.
Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:
Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.
Para ajudar, significado de Comprometimento:
“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.
Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!
Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.
É por ai. Boa semana!
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Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.
Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.
Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.
Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?
Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?
A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.
Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?
Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?
Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.
A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.
Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.
Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.
O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.
Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.
Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.
Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.
Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.
Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.
Pense nisso.
Te desejo um bom dia e obrigada.
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É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.
Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”
E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.
Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?
O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.
Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.
Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…
Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:
1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?
Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.
2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.
Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.
3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?
4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.
5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.
6º passo: Faça.
Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.
E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.
Com amor e com alma,
Karinna
PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.
PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.
Obrigada!
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Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?
Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação. Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.
O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.
Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.
Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.
As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.
E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!
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