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Ferramentas de assessment são um meio, não um fim!

É possível, ou seria indicado, uma ferramenta de assessment isoladamente dizer se uma pessoa deve ou não ser contratada? Ser humano é ser complexo, somos compostos de muitas facetas.

Uma ferramenta de assessment não ouve, pensa, sente, fala ou decide. Ela, quando funciona, organiza e representa, normalmente de forma gráfica, o que já está na pessoa, de forma objetiva e confiável.

Há no mercado muitas ferramentas de assessment que funcionam e agregam muito para processos de seleção e desenvolvimento de pessoas, porém é importante salientar que elas existem para contribuir para alguma necessidade, nunca são um fim em si mesmo. Estas necessidades podem ser:

  • Contratar;
  • Desenvolver;
  • Promover de cargo;
  • Motivar;
  • Gerenciar;
  • etc.

Vamos analisar o primeiro exemplo, contratar uma pessoa. É possível, ou seria indicado, uma ferramenta de assessment isoladamente dizer se uma pessoa deve ou não ser contratada?

Como seria contratar uma pessoa com um perfil comportamental perfeito para um cargo, porém sem a experiência necessária ou em uma fase de vida com sérios problemas pessoais?

Ser humano é ser complexo, somos compostos de muitas facetas. O desempenho que uma pessoa apresenta, ou pode apresentar na vida ou no trabalho, é a resultante de uma série de variáveis, como:

  • Perfil comportamental;
  • Valores;
  • Inteligência Emocional;
  • Competências;
  • Experiência profissional;
  • Formação acadêmica;
  • Conhecimento técnico;
  • Maturidade;
  • Saúde;
  • etc.

Perceba que contratar ou não uma pessoa apenas em razão de uma porcentagem de alinhamento de um perfil comportamental a um perfil de cargo é um risco enorme, ainda que nos itens acima não tenha mencionado a entrevista, talvez a fonte de informações mais importante em um processo de seleção.

As ferramentas de assessment servem primariamente para coletar dados de forma organizada e segura, fornecendo informações relevantes a respeito de uma pessoa, para um profissional capacitado no uso da ferramenta, que idealmente irá somar estes dados coletados a outros, e assim usar o próprio discernimento para tomar uma decisão e, obviamente, ser responsável por ela.

Quem decide são pessoas, não instrumentos de assessment. Estes existem para apoiar iniciativas e decisões, das pessoas que são responsáveis por utilizá-las.

Gráficos de ferramentas de assessment devem ser interpretados, não apenas lidos, devem ser contextualizados e utilizados de forma responsável, tendo em mente que pessoas não são gráficos, elas também possuem sentimentos, emoções e sonhos, além de serem compostas de inúmeras dimensões, as quais, em sua somatória, geram os resultados que desejam ou que as empresas nas quais trabalham esperam.

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Alexandre Ribas teve o seu primeiro contato com consultoria em 1996, conduziu seu primeiro treinamento em 1997, tornou-se empreendedor em 1998 e abriu a sua empresa de consultoria em 2001. Fundador da Sociedade Brasileira de Consultores, presidente da TTI Success Insights Brasil, proprietário da Venko Consulting e Success For You Editora. Já atendeu mais de 1000 consultores, coaches, treinadores, head hunters e palestrantes no Brasil e possui uma valiosa rede de contato em diversos países. Sua formação acadêmica passa pela Universidade Mackenzie, UFPR, FIA-USP e Harvard. Também possui diversos cursos de formação em Coaching, PNL e desenvolvimento de pessoas. Foi o primeiro brasileiro a obter a formação completa, em turmas abertas, pela então ASTD, em HPI – Certificate in Human Performance Improvement. Possui três livros publicados, sendo eles “Manual Definitivo DISC”, “DISC – tudo o que você precisa saber, mesmo” e “Manual Definitivo Motivadores”. Escreve artigos desde 1998.
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