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13º salário: Como investir corretamente?

Com o fim de ano chegando, vem a pergunta: “Onde posso investir o meu 13º salário?” . O que fazer?

Com o fim de ano chegando as pessoas costumam perguntar: “Onde posso investir o meu 13º salário?” Sempre explico que o investimento precisa se adequar ao prazo em que se deseja realizar o objetivo atrelado a esse investimento. Ou seja, independentemente do valor do 13º salário, é importante investir de acordo com os seus sonhos.

Para muitos, a chegada dessa renda extra é um alívio, isso porque os gastos costumam aumentar no fim do ano. Porém as despesas típicas dos meses de dezembro e janeiro precisam ser consideradas no planejamento pessoal ou familiar anual, pois já são previstas. Depender do 13º salário para conseguir pagar as contas é um sinal de que é preciso começar a inserir a educação financeira na sua vida.

Para aqueles que estão inadimplentes, já são mais de 63 milhões em todo o Brasil, é importante reservar pelo menos parte dessa renda extra e traçar um planejamento para sair dessa situação. Deixar de ser inadimplente pode – e deve – ser um sonho, mas não o único. Pense em tudo aquilo que deseja conquistar e coloque no papel. Esse é o primeiro passo para realizar.

Todas as etapas que envolvem a realização deste sonho são importantes, sendo a escolha do investimento uma das principais. A modalidade certa pode otimizar a reserva e adiantar a conquista. Imagine a seguinte situação: você tem o sonho de ser independente financeiramente daqui a 10 anos. Para isso faz economias e poupa dinheiro, mas investe na poupança, que tem um rendimento baixíssimo.

Assim você levaria muito mais tempo para atingir seu objetivo do que poderia levar se tivesse investido na previdência privada, por exemplo, que tem um rendimento maior e adequado com o longo prazo até o resgate do valor.

Invista em Títulos do Tesouro Direto caso deseje alcançar sonhos de curto prazo, ou seja, que pretende realizar em até um ano. Para sonhos de curtíssimo prazo, em alguns meses, considere a poupança. Já para os de médio prazo, que podem ser realizados entre um e dez anos, como trocar de carro, comprar uma casa ou fazer uma viagem, por exemplo, é interessante pensar com Fundos de Investimentos, além de Títulos do Tesouro Direto, CDBs, LCIs e LCAs.

Agora, se estiver pensando em objetivos de longo prazo, em mais de dez anos, como a aposentadoria sustentável com independência financeira, a previdência privada é ideal. Caso tenha um perfil investidor mais agressivo, você pode pensar em diversificar 10% do valor em debêntures e ações. Mas é importante ter cuidado, pois esse valor é muito importante, conquistado com anos de trabalho, e deve ser mantido seguro.

Reinaldo Domingos é PhD em Educação Financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira. Está a frente do canal Dinheiro à Vista, é colunista do de diversos meios de comunicação. Autor de diversos livros sobre o tema, como o best-seller Terapia Financeira e o livro Empreender Vitorioso.
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