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O líder e a Inteligência Espiritual

Ser líder hoje é ir além da simples gestão. É preciso mostrar o caminho, participar, motivar, influenciar e ter a capacidade de entender o complexo mundo que o cerca através de um pensamento sistêmico, agindo com sabedoria, compreensão e compaixão

É possível que ainda haja certa confusão entre chefiar e liderar um grupo de pessoas.

Chefe ou Líder, qual a diferença?

Parece que ser chefe tornou-se ruim. Dependendo do sentido, pode-se utilizar o termo, uma vez que “Chefe” é: “Pessoa que governa, comanda, dirige um serviço de certa importância, um manifesto, partido, organização, …. e até soldado que fica à frente da fila – soldado chefe” (Dicionário online de português); resumindo, é um cargo funcional em qualquer estrutura social (religião, empresa, organização pública, grupos informais, etc).

Em muitas pesquisas (Internet), o termo “Chefe” recebe conotação negativa. Isso ocorre quando o sentido é a ação de chefiar, ou seja, a maneira como se exerce a função de chefe. Tem sim uma diferença muito grande entre chefiar e liderar quando se trata do “modus operandi”.

Desde sempre, a função de um “Chefe” é essencial para os seres humanos. Grupos de pessoas (e até de animais) necessitam de uma figura que seja “forte” o suficiente para administrar conflitos que advém das diferenças de opiniões, temperamento e cultura. Alguém para definir o melhor caminho, decidir parar ou continuar, quem fica e quem sai. Organiza, dá sentido e objetivo. Esse papel é importante e fundamental para que as coisas aconteçam. E, em geral, (também a exemplo dos animais irracionais) o “mais forte” advinha do porte físico mais dotado, do macho e de quem dominava o grupo. E em grupos de trabalho, de família, de sociedade, de país, o chefe apresentava certa semelhança: dava ordens, punia, era autoritário.

Então a palavra “chefe” acabou sendo vinculada a comandos de autoritarismo, de agressividade e até de imposição. Ainda é possível encontrarmos “Chefes” que amedrontam, punem e até torturam seus subordinados para conseguirem resultados.

E o “Líder”? Qual seu papel? Qual sua necessidade?

“Liderar não é exercer poder e líder não é cargo funcional, mas sim aquele que consegue influenciar pessoas para atingir um objetivo.” Com a dinâmica deste século, cada vez mais se torna importante que o líder tenha um equilíbrio entre o técnico, o comportamental e o social.”
(Cleyson Dellcorso).

Então, liderar está vinculado ao modo de chefiar.

Para esclarecer, vamos conceituar o “Líder.”

“Ser líder hoje é ir além da simples gestão. É preciso mostrar o caminho, participar, motivar, influenciar e ter a capacidade de entender o complexo mundo que o cerca através de um pensamento sistêmico.”

É uma questão de sentimento, comportamento, atitude e ações. Não de cargo funcional ou de posição hierárquica. Um chefe pode ser um grande líder, ou seja, uma pessoa na posição de comando (e ainda necessitamos de pessoas para comandar os grupos) deve ser alguém que transcenda o comum, o passador de serviço e cobrador de resultados.

Pode e deve ser alguém que influencia, mostra o caminho, decide parar ou continuar. Um líder para apontar a direção. Organiza, dá sentido e organização. Mas o faz com sabedoria, compreensão, compaixão. Sabe ver as diferenças individuais sem julgar, saber estimular a competição sem apontar perdedores; ensina e corrige, confia e desenvolve. É exemplo como ser humano.

Talvez a Inteligência Espiritual seja mais necessária nesses tempos em que cargos de liderança estão sendo questionados, avaliados e pessoas com cargos de poder que deveriam cuidar e apoiar, demonstram indiferença e descompaixão.

Inteligência Espiritual…

“É esta Inteligência que nos dá a capacidade de escolha, o senso moral, a capacidade de temperar normas rígidas com compreensão e compaixão e a compreensão de quando estas chegam a seus limites.”
(Danah Zohar).

Vale a reflexão.

Eline Rasera Author
Eline Rasera, Bacharel em Psicologia e pós-graduada em Recursos Humanos pela FGV- Fundação Getulio Vargas, é especialista em Psicologia Organizacional pelo CRP – Conselho Regional de Psicologia e Coach pelo ICI – Integrated Coaching Institute. Realizou estudos sobre “A Biologia do Observador e suas Crenças” na Escola Européia de Coaching em Lisboa; coordenou o setor de Gestão de Pessoas em empresas de grande porte por mais de 25 anos. Professora do curso de pós-graduação da FGV da área de Administração de Empresas e sócia diretora da Consultoria Anel Gestão de Pessoas.
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